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Neila Guimarães

Alencar Santana aciona STF para investigar suposta propina a Tarcísio

Deputado pede que o caso seja vinculado à Operação Compliance Zero, após acusação feita por Vorcaro sobre Tarcísio e Bolsonaro

04/09/2026 17:08
Reprodução / Pablo Jacob/Governo do Estado de São Paulo / Breno Esaki/Metrópoles
Daniel Vorcaro, Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro - Metrópoles

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP), pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de uma investigação sobre R$ 5 milhões doados em 2022 às campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro. A notícia de fato foi encaminhada ao ministro André Mendonça e distribuída por prevenção aos autos da Operação Compliance Zero. O documento cita possíveis crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.

Segundo relato atribuído ao empresário Daniel Vorcaro em propostas de colaboração premiada, os valores não seriam simples doações eleitorais, mas pagamentos de vantagem indevida. Foram R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio ao governo de São Paulo e R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro. Formalmente, os recursos foram doados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero.

De acordo com o relato, o suposto acordo teria como objetivo garantir a permanência do Credcesta, produto de crédito consignado do grupo, entre as instituições habilitadas a operar com servidores públicos de São Paulo. O nome de Gilberto Kassab aparece como suposto interlocutor político da negociação

CORRUPÇÃO PASSIVA

O deputado alega que no caso de Tarcísio, o crime de corrupção passiva pode ser comprovado pela manutenção do Credcesta, que permaneceu operando sobre a folha dos servidores paulistas e só foi interrompido após a prisão de Daniel Vorcaro e a liquidação do Banco Master.

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O deputado pede que sejam analisados documentos eleitorais, movimentações financeiras, dados do COAF e registros administrativos do governo paulista para verificar se houve relação entre as doações e a manutenção do negócio.

As propostas de colaboração de Vorcaro foram recusadas três vezes pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, segundo a própria ação, por falta de ineditismo e corroboração. Alencar afirma que os relatos devem ser tratados como ponto de partida para investigação, e não como prova dos crimes.

TARCÍSIO E KASSAB NEGAM

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas disse nesta quinta-feira (3/8), que “beira o ridículo” a fala de Daniel Vorcaro. O vice de Caiado, Gilberto Kassab, faz coro à negativa do colega: “Eu nunca tive nenhuma relação com o Vorcaro, e muito menos com doação para a campanha vinculada a eles. Portanto, que se apure. Vocês vão ver que é fantasioso, isso não existe”.