Xeque-Mate: alvo da PF em esquema que lavou R$ 122 milhões é extraditado
Suspeito foi preso pela polícia espanhola, após ser incluído na lista vermelha da Interpol, e extraditado da Espanha ao Brasil

A Polícia Federal (PF) recebeu, nesta sexta-feira (4/9), um alvo da Operação Xeque-Mate extraditado da Espanha para o Brasil. O homem era investigado na ação que mirou o alto comando de facção que teria movimentado R$ 122 milhões em esquema de lavagem de dinheiro sustentado por meio de fintechs, empresas de fachada e criptomoedas.
O suspeito foi localizado e preso pela Polícia Nacional da Espanha após ter o nome incluído na lista de difusão vermelha (Red Notice) da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).
Depois da conclusão do processo de extradição, o homem foi entregue às autoridades brasileiras. Ele está custodiado no sistema prisional do Amazonas e permanece à disposição da Justiça.
Operação
Deflagrada em outubro de 2025, a Operação Xeque-Mate investiga a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroComo divulgado pela coluna, à época, a operação foi deflagrada pela PF e pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-AM) com o objetivo de atingir uma das facções mais poderosas em atuação no Amazonas.
Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 122 milhões por meio de um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava fintechs, empresas de fachada, aplicativos de pagamento e criptomoedas.
A ação foi um desdobramento das Operações Torre 1, 2, 3 e 4 e teve como alvo o núcleo central de comando da facção, responsável por coordenar o tráfico de drogas e o fluxo de recursos ilegais dentro e fora do país.
Na ocasião, foram cumpridos cinco mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em Manaus (AM) e Guarujá (SP). Também houve determinação judicial para o bloqueio dos bens.
De acordo com a investigação, um dos chefes do grupo, que utilizava uma identidade falsa na Colômbia, continuava atuando mesmo fora do Brasil. Ele teria comandado as atividades à distância e emitido ordens aos integrantes da organização.
Além disso, teria mantido contato com operadores financeiros e logísticos responsáveis por ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico de drogas.
Para ocultar os lucros obtidos com o tráfico, o grupo teria criado uma estrutura financeira com aparência de legalidade. A rede utilizava fintechs, empresas de fachada e aplicativos de pagamento para dificultar o rastreamento dos valores.
As movimentações misturavam transações reais e ilícitas e, segundo as investigações, aproveitavam o baixo nível de fiscalização bancária para inserir recursos do tráfico no sistema financeiro formal.
Parte do dinheiro era convertida em criptoativos e posteriormente enviada ao exterior, principalmente para a Colômbia, como forma de pagamento a fornecedores internacionais de drogas.





