
Mirelle PinheiroColunas

Vorcaro tem cabelo raspado antes de ser levado para Presídio Federal
O banqueiro Daniel Vorcaro chegará a Penitenciária Federal de Brasília nesta sexta-feira (6/3)
atualizado
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Transferido para o Presídio Federal em Brasília nesta sexta-feira (6/3), o banqueiro Daniel Vorcaro (foto em destaque), controlador do Banco Master, teve o cabelo raspado antes de decolar rumo à penitenciária de segurança máxima.
A medida faz parte das normas aplicadas aos custodiados de presídios federais, que passam pelo procedimento de forma compulsória.
A coluna apurou que Vorcaro deve chegar a Brasília por volta das 16h desta sexta-feira (6/3). Ele deixou a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo, por volta de 11h45, com destino ao aeroporto de São José dos Campos, onde embarcou em uma aeronave da Polícia Federal.
Ao desembarcar na capital federal, Vorcaro será encaminhado ao Instituto Médico Legal da Polícia Civil do Distrito Federal, onde passará por exames de praxe.
A escolta responsável pela transferência ficará a cargo da Polícia Penal Federal.
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou estar surpresa e indignada com a divulgação de suas fotos dentro da unidade prisional. “Parece não haver limites para o vazamento de informações com objetivo de expor, desgastar, e humilhar seu cliente.”
A equipe de advogados afirmou que será requerida a instauração de inquérito para apurar a divulgação de informações sigilosas.
O que motivou a prisão de Vorcaro
A nova prisão preventiva do banqueiro foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a PF apontar indícios de que ele teria atuado para interferir nas investigações sobre supostas fraudes financeiras ligadas à instituição. Ele teria montado uma estrutura paralela que funcionaria como uma “milícia privada”, segundo a PF.
De acordo com a PF, análises feitas em celulares apreendidos revelaram conversas que indicariam a articulação de ações contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro, entre elas testemunhas e envolvidos nas apurações.
Os investigadores afirmam que Vorcaro utilizava colaboradores para levantar dados pessoais, monitorar adversários e intimidar pessoas que contrariavam seus interesses. As informações constam em materiais extraídos em operações anteriores.
Em uma das mensagens, Vorcaro conversa com Luiz Phillipi Machado de Moraes, apelidado de “Sicário” e apontado pela PF como responsável por levantar essas informações.
O núcleo informal integrava um grupo de WhatsApp conhecido como “A Turma” que, segundo a PF, funcionava como um braço operacional da organização criminosa investigada por fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
Para a PF, o conteúdo encontrado sugere uma tentativa de pressionar ou intimidar pessoas ligadas ao caso, o que poderia comprometer o andamento das investigações.
Obstrução da Justiça
A Polícia Federal sustenta que essas movimentações reforçam o risco de obstrução da Justiça, o que motivou o pedido de prisão preventiva.
Além disso, a nova fase da operação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos atribuídas a integrantes do grupo investigado.













