
Mirelle PinheiroColunas

Vídeo: como foi operação que apura caso de padre flagrado com mulher
Após o vídeo do caso viralizar nacionalmente, a Polícia Civil do MT deflagrou operação para apurar o vazamento das imagens
atualizado
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A coluna teve acesso a materiais que revelam detalhes da ação deflagrada pela Polícia Civil do Mato Grosso, nesta quinta-feira (16/10), para apurar o vazamento de imagens íntimas de uma jovem de 21 anos — a mulher envolvida no caso do padre Luciano Braga Simplício (foto em destaque), da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá (a 392 km de Cuiabá).
O caso ganhou repercussão nacional nesta semana. Em vídeo divulgado na internet, o padre aparece apenas de short na casa paroquial, na companhia da jovem. As imagens, que exibem a vítima em situação de vulnerabilidade, se espalharam rapidamente.
Diante da situação, a Justiça de São José do Rio Claro, com apoio da Delegacia de Tapurah (MT), determinou medidas judiciais.
Veja imagens da operação:
Na manhã desta quinta (16), foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Os investigadores confiscaram celulares, computadores e mídias digitais. A polícia acredita que há cópias do vídeo nos dispositivos apreendidos.
A operação busca identificar quem produziu e quem compartilhou o vídeo, além de responsabilizar os autores pela divulgação das imagens nas redes sociais.
Os investigados podem responder por constrangimento ilegal qualificado, invasão de domicílio, dano qualificado, exposição da intimidade e dano psicológico.
Investigação criminal
A coluna apurou com exclusividade que o inquérito criminal tramita na Delegacia de São José do Rio Claro (MT) e que a Polícia Civil ampliou a apuração após a viralização do vídeo.
O delegado Franklin Aves, responsável pelo caso, representou pelos mandados de busca e apreensão e determinou que as investigações prossigam para individualizar a conduta dos envolvidos, incluindo os responsáveis por filmar, compartilhar e expor as imagens da vítima.
Os equipamentos apreendidos serão periciados para identificar a origem e o caminho de disseminação dos vídeos, além de eventuais cópias armazenadas em aplicativos e redes sociais.
O caso segue sob sigilo judicial, e o padre permanece afastado de suas funções religiosas até a conclusão das investigações e do processo canônico.
