Mirelle Pinheiro

Ex-jogador Léo Moura é investigado em operação contra rede de apostas

A Polícia Civil chegou a solicitar medidas cautelares contra Léo Moura, mas o pedido foi negado pelo juiz responsável pelo caso

atualizado

metropoles.com

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ex-jogador e empresário Leo Moura é investigado pela Polícia Civil
1 de 1 ex-jogador e empresário Leo Moura é investigado pela Polícia Civil - Foto: Reprodução/Internet

O ex-jogador de futebol Léo Moura é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por suposta ligação com a empresa Palpite na Rede, alvo da Operação Banca Suja, deflagrada nesta quinta-feira (16/10) pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD).

A ação é considerada uma das maiores já realizadas pela polícia fluminense contra apostas ilegais e lavagem de dinheiro. O esquema, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 130 milhões em apenas três anos e possui ligações diretas com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e com a máfia do cigarro, que domina redes de contrabando e corrupção na Baixada Fluminense.

De acordo com a apuração, Léo Moura teria atuado como garoto-propaganda da Palpite na Rede. A Polícia Civil chegou a solicitar medidas cautelares contra o ex-jogador, mas o pedido foi negado pelo juiz responsável pelo caso.

Mesmo assim, o nome do ex-lateral-direito permanece citado nos relatórios que embasam as buscas e os bloqueios realizados nesta quinta-feira. As diligências seguem em andamento, com foco na identificação dos responsáveis pela movimentação financeira e pelas campanhas publicitárias do site.

O esquema da “Banca Suja”

A Operação Banca Suja mira estrutura criminosa milionária voltada à exploração de jogos de azar on-line e lavagem de dinheiro. O grupo utilizava empresas de fachada, fintechs e transferências fracionadas para disfarçar o fluxo de capitais ilícitos.

A ação desta quinta-feira cumpre mandados na capital fluminense, em Duque de Caxias e em Belford Roxo, com bloqueios de R$ 65 milhões em contas bancárias e sequestro de R$ 2,2 milhões em veículos de luxo.

“Ao seguir o dinheiro e atacar os fluxos financeiros, a Polícia Civil enfraquece as bases econômicas que sustentam as facções”, disse o secretário de Polícia Civil fluminense, Felipe Curi.

As investigações apontam que a rede de apostas mantinha vínculos operacionais com o PCC, por meio de empresas que comercializam filtros de cigarro e recebiam transferências suspeitas de pessoas jurídicas ligadas ao núcleo principal da organização.

De acordo com o delegado Renan Mello, da DCOC-LD, as apostas on-line se tornaram a nova fronteira da lavagem de dinheiro no país. “Essas empresas movimentam milhões em períodos curtos, simulando lucros de publicidade ou apostas, quando na verdade estão reciclando dinheiro do crime”, afirmou.

A Palpite na Rede, plataforma promovida por Léo Moura, é uma das principais investigadas por atuar nesse modelo híbrido, mesclando marketing esportivo com operações de fachada.

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