Mirelle Pinheiro

Veja momento em que trio confundido com milicianos é fuzilado pelo CV

Segundo a investigação, os milicianos, verdadeiros alvos do CV, estavam no bar momento antes do ataque, ocorrido em dezembro de 2024

atualizado

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Dovulgação/PCERJ
Ataque RJ
1 de 1 Ataque RJ - Foto: Dovulgação/PCERJ

Câmeras de segurança registraram o momento em que Leandro Luiz Ferreira, Jhonata Lima Almeida e Rodrigo Assis da Silva Júnior foram fuzilados pelo Comando Vermelho (CV) em Nova Iguaçu (RJ), ao serem confundidos com milicianos rivais da facção. O crime ocorreu em dezembro de 2024. Um suspeito foi preso nessa terça-feira (29/7).

Por volta das 21h de 14 de dezembro, os três amigos estavam confraternizando em um bar. O circuito de monitoramento da rua em que o estabelecimento fica localizado, no bairro Prados Verdes, registrou a ação dos criminosos.

A rua estava aparentemente calma quando, às 21h15, o suspeito surge atirando em quem estava em frente ao comércio. É possível ver a correria e algumas pessoas tentando se abrigar dentro de outros estabelecimentos.

Veja:

 

Prisão

Nessa terça-feira (29), Luiz Felipe Martins da Silva, conhecido como “Parazinho”, foi preso preventivamente pela Polícia Civil suspeito de estar por trás do triplo homicídio.

Além dos mortos, o ataque deixou Victor Enoque Barbosa da Silva e Rodrigo Andrade Vieira da Silva feridos. O suspeito foi preso nessa terça-feira (29/7).

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) concluiu que a ação criminosa foi executada por traficantes da facção Comando Vermelho que dominam a comunidade Grão-Pará.

A investigação apontou que os alvos dos criminosos eram milicianos que estavam no local momentos antes para realizar cobranças. As vítimas, que participavam de uma confraternização, foram executadas por engano ao serem confundidas com os membros da milícia rival.

“Parazinho” foi identificado após trabalho investigativo e de inteligência policial. Além disso, em depoimento, os próprios familiares do criminoso, ao assistirem às imagens das câmeras de segurança, o reconheceram como sendo um dos participantes da ação investigada.

O mandado de prisão foi expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu. O investigado foi conduzido à sede da especializada para o cumprimento das formalidades legais e encaminhado à Central de Audiência de Custódia (CEAC), ficando à disposição do Poder Judiciário.

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