
Mirelle PinheiroColunas

Veja como ficou a casa onde padrasto e enteada morreram carbonizados
A morte de Laiane Cardoso e Ivano Vaz é investigada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)
atualizado
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Imagens registradas pelo Corpo de Bombeiros mostram como ficou a casa onde a estudante de Direito Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e o padrasto Ivano Vaz Cunha, de 49, foram encontrados mortos após um incêndio em Araguaína (TO). O caso aconteceu nessa quarta-feira (3/6).
As fotos foram tiradas durante a ocorrência e revelam os estragos provocados pelas chamas no imóvel, localizado no setor Lago Sul I. Segundo os bombeiros, o incêndio ficou concentrado em um dos quartos da residência.
Também foram encontradas marcas de fuligem espalhadas pelo chão da casa, fumaça em um dos cômodos e móveis danificados pelo fogo.
De acordo com os militares, os corpos foram encontrados dentro do quarto atingido pelas chamas. Laiane estava debaixo de um guarda-roupa.
As vítimas estavam sem roupa na parte inferior do corpo, e um galão com vestígios de gasolina foi localizado no imóvel.
Uma testemunha contou aos policiais que tentou arrombar a porta do quarto com ajuda de um vizinho após ouvir a explosão, mas não conseguiu acessar o cômodo a tempo de socorrer as vítimas.
Laiane foi sepultada nessa quinta-feira (4/6).
Condenação
Documentos revelados pela TV Anhanguera mostram que Ivano foi condenado pelo homicídio de uma jovem que também era sua enteada. Apesar da pena de 35 anos em regime fechado, ele progrediu no sistema prisional e, desde 2024, era monitorado por tornozeleira eletrônica.
Em nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento do condenado ocorria por determinação do Poder Judiciário. Segundo a pasta, Ivano havia obtido autorização judicial para exercer trabalho externo no setor de vendas, o que permitia deslocamentos por todo o estado.
A secretaria afirmou ainda que o condenado tinha como obrigação recolher-se à residência durante o período noturno e comunicar previamente viagens para outros estados. A Seciju ressaltou que eventuais violações registradas pelo sistema de monitoramento eletrônico eram verificadas pela Polícia Penal e imediatamente comunicadas à Justiça.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína.



