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Mirelle Pinheiro

Veja casa de luxo do irmão de Oruam preso em esquema de internet do CV.

Lucas dos Santos Nepomuceno foi preso nesta segunda-feira (19/10) pela Polícia Federal (PF)

Divulgação/PF
Veja casa de luxo do irmão de Oruam preso em esquema de internet do CV

Imagens mostram a casa de luxo de Lucas dos Santos Nepomuceno — irmão do rapper Oruam — preso pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (19/10), durante a Operação Blackbone. A ação investiga uma estrutura ligada ao Comando Vermelho (CV) que impõe o monopólio do fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro por meio de ameaças e do uso de armas de fogo.

O imóvel fica em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e já havia sido alvo de buscas em abril deste ano, durante a Operação Contenção. Na ocasião, a PF investigou a suspeita de participação do irmão do rapper na movimentação e ocultação de recursos do tráfico de drogas ligado ao CV.

A propriedade chama a atenção pelo padrão de luxo. Ampla, a casa conta com piscina, hidromassagem e área gourmet com churrasqueira, em uma das regiões mais valorizadas da cidade. Nesta segunda-feira, o imóvel voltou a ser alvo de mandado de busca e apreensão.

Imagem colorida,casa de irmão do Oruam- Metrópoles

Operação Blackbone

Também foram alvos de mandados de prisão os pais de Oruam: Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Márcia Gama. Além do vereador do Rio de Janeiro Fabio Silva (Podemos).

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Segundo as investigações, moradores dos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão eram obrigados a contratar serviços de internet controlados pela facção. Para eliminar a concorrência, traficantes armados cortavam cabos, incendiavam caixas de distribuição de operadoras regulares e impediam a realização de reparos.

Até o momento, 20 pessoas foram presas na ação. Marcinho VP, que está encarcerado desde 1996, teve o mandado cumprido na unidade prisional federal de segurança máxima onde está custodiado, em Campo Grande (MS).

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 558 milhões em bens e valores de 40 pessoas físicas e 42 empresas. A operação prevê ainda a suspensão das atividades econômicas de empresas investigadas, incluindo provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e empresas de fachada.

A operação foi deflagrada para cumprir 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mediante autorização do ministro Alexandre de Moraes.

Os investigados poderão responder por crimes como domínio social estruturado, extorsão majorada e lavagem de dinheiro, entre outros.