Mirelle Pinheiro

Traficante Peixão usava “Deus” para importar fuzis, drones e granadas

Segundo as investigações, Peixão montou uma estrutura própria para adquirir drones, fuzis, granadas e equipamentos anti-drone

atualizado

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Peixão, traficante do Rio de Janeiro
1 de 1 Peixão, traficante do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) desvendou um esquema internacional de importação de armamento pesado comandado por Álvaro Malaquias Santa Rosa (foto em destaque), o Peixão, um dos chefes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), que controla parte da Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, Peixão montou uma estrutura própria para adquirir drones, fuzis, granadas e equipamentos anti-drone de fornecedores internacionais. As remessas chegavam ao Brasil por meio de empresas de transporte e até pelos Correios, muitas vezes disfarçadas como eletrônicos comuns.

O principal intermediário do esquema era Everson Vieira Francesquet, conhecido como “Deus” nas negociações. Ele atuava como armeiro do grupo e coordenava a logística das importações.

Everson foi preso ao tentar retirar uma encomenda identificada como “brinquedo eletrônico”, mas que continha um bloqueador de sinal — equipamento restrito e de uso militar.

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Peixão é apontado como chefe do Terceiro Comando Puro (TCP)
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Peixão é apontado como chefe do Terceiro Comando Puro (TCP)

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Mensagens encontradas no celular de Everson revelam contatos com vendedores da China e do Paraguai. As compras eram feitas em dólar, com rastreamento internacional, e algumas entregas partiram de Hong Kong, segundo recibos da DHL. Em uma conversa, ele afirma que compraria cinco dispositivos anti-drone de uma só vez.

O esquema envolvia laranjas que movimentavam grandes quantias via Pix para viabilizar os pagamentos. Comprovantes apreendidos mostram transferências de R$ 30 mil e R$ 32 mil destinadas à compra de armas. Fuzis vindos do Paraguai custavam entre R$ 7,5 mil e R$ 15 mil.

Everson, já denunciado por contrabando, foi novamente preso neste mês ao se apresentar à Justiça e agora responde por tráfico internacional de armas e participação em organização criminosa. Peixão segue foragido.

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