
Mirelle PinheiroColunas

Tenente-coronel da PM é preso com 300 ampolas de tirzepatida
A apreensão ocorreu na região da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai, rota frequentemente monitorada
atualizado
Compartilhar notícia

O tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia Davi Machado de Alencar (foto em destaque), de 46 anos, foi detido em Foz do Iguaçu (PR) ao tentar entrar no Brasil com mais de 300 ampolas de medicamentos emagrecedores adquiridos no Paraguai.
Além da carreira na PM, ele ocupa o cargo de diretor executivo da Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat).
Segundo informações da Receita Federal, o militar transportava ampolas de tirzepatida de forma irregular, o que configura crime. Após a abordagem, ele pagou fiança de R$ 30 mil e foi liberado ainda na noite de sábado (2/5).
A apreensão ocorreu na região da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai, rota frequentemente monitorada por autoridades devido ao fluxo de mercadorias e possíveis ilícitos.
De acordo com a Receita, a entrada do medicamento no país sem a devida autorização ou controle sanitário é considerada irregular, especialmente quando há indícios de destinação comercial.
Além de oficial da PM-RO, Davi Machado exerce função estratégica no governo estadual. Conforme dados do Portal da Transparência, ele recebe salário bruto de R$ 45.248,35 como diretor executivo da Sepat.
Governo e PM se manifestam
Em nota enviada à coluna, a Secretaria de Patrimônio informou que o militar não estava em agenda oficial no momento da abordagem.
“O deslocamento ocorreu em caráter estritamente pessoal, não tendo qualquer vínculo com atividades institucionais do Governo de Rondônia”, afirmou a pasta.
A secretaria também destacou que não houve uso de recursos públicos na viagem, como diárias ou passagens.
Já a Polícia Militar informou que irá adotar as medidas cabíveis após notificação formal do caso. A corporação ressaltou que não compactua com condutas que violem normas legais e disciplinares.
Até o momento, o governo de Rondônia não informou se o tenente-coronel será afastado do cargo. O caso deve ser analisado nas esferas administrativa e disciplinar.
