
Mirelle PinheiroColunas

“Seu marido te trai”: como fofoqueira arrancava dinheiro das vítimas
Segundo a polícia, o “negócio” envolvendo burburinhos passou a ser a principal fonte de renda da investigada
atualizado
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Anielly Mariana Sousa Silva, de 21 anos, a jovem presa pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG) por criar um “negócio” rentável baseado em fofocas sobre moradores de Uberaba (MG), atuou por cerca de três meses expondo intimidades e até inverdades sobre terceiros.
Em um perfil criado no Instagram, batizado de “Leo_dias_cda”, Anielly difamava moradores e depois cobrava valores em dinheiro para remover as postagens. Em um dos vídeos obtidos pela polícia, ela afirma: “Para eu apagar, tem que me pagar”.
Capturas de tela dos posts foram divulgadas nos últimos dias. Em uma delas, alguém, sob anonimato, escreveu: “(Nome censurado), abre o olho amiga, seu marido te trai.”
Em outro print, um seguidor da página administrada por Anielly disse que “Todo mundo sabe que a (nome censurado) gosta mesmo é de homem casado”, expõe.
Uma terceira captura de tela mostra uma cobrança. Na mensagem, alguém cita o nome de uma moradora do município e manda o recado: “Me paga, caloteira.”
Segundo a investigação, a jovem cobrava entre R$ 200 e R$ 500 via Pix para retirar as publicações da web
A investigação durou 50 dias e analisou mais de 12 mil páginas de conteúdo digital. A operação, batizada de Maledicta Bocca (“Boca Maldita”, em latim), resultou na prisão preventiva de Anielly e no bloqueio das contas bancárias usadas para receber o dinheiro das extorsões. A página foi suspensa por tempo indeterminado.
Veja as mensagens compartilhadas:
Agredida por fazer fofocas
Segundo a polícia, a jovem já havia apanhado de moradores de Conceição das Alagoas. Após o episódio, ela sofreu ameaças e se mudou para Uberaba, onde o perfil ganhou ainda mais alcance.
Hoje, Anielly está presa na Penitenciária Professor Aloisio Inácio Oliveira, em Uberaba.
A Polícia Civil orienta que todas as pessoas que pagaram valores para remover postagens procurem a delegacia para registrar ocorrência.






