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Mirelle Pinheiro

Servidor é alvo de operação da PF por fraude e propina no Rio de Janeiro

Segundo as investigações da PF, o esquema começou a ser articulado no final de 2020

18/11/2025 09:55, atualizado 18/11/2025 09:57
Divulgação/PF
Agente da Polícia Federal (PF)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (18/11), a Operação Hybris, que investiga um esquema de corrupção e direcionamento de contratos públicos na área da saúde da Prefeitura de Conceição de Macabu, no interior do Rio de Janeiro. A ação mira crimes de corrupção passiva, fraude em licitação e possível lavagem de dinheiro.

Policiais da Delegacia da PF em Macaé cumpriram seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Macaé e Casimiro de Abreu.

O objetivo é aprofundar a coleta de provas e avançar sobre os elementos financeiros e documentais do caso.

Solicitação de propina e licitação manipulada

Segundo as investigações, o esquema começou a ser articulado no final de 2020. Na época, um servidor do setor de licitações da prefeitura teria solicitado pagamento de propina a empresários que já mantinham contratos com o município ou participavam de licitações. Em troca, ele oferecia facilidades e garantia de vitória nos certames.

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As apurações apontam ainda que, em dezembro daquele ano, houve manipulação de planilhas de preços para direcionar uma licitação especificamente às empresas que aceitaram o acordo ilegal.

Movimentação financeira suspeita

A PF também rastreou transações bancárias que apontam para possível lavagem de dinheiro. Uma pessoa ligada ao servidor investigado movimentou cerca de R$ 300 mil entre janeiro e julho de 2024, em depósitos fracionados em espécie e transferências entre contas, em valor considerado incompatível com sua renda.

Os alvos da operação podem responder por corrupção passiva, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e outros crimes que surgirem no decorrer da investigação

Os nomes dos investigados não foram divulgados, e a PF afirma que as apurações continuam.