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Mirelle Pinheiro

Saiba se Eduardo Bolsonaro ainda pode recorrer da demissão da PF

O ex-deputado federal foi demitido do cargo de escrivão da PF por infração disciplinar de abandono de cargo

21/09/2026 11:22, atualizado 21/09/2026 11:34
Reprodução/YouTube
Eduardo Bolsonaro participou de programa na imprensa argentina

Demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) em 18 de setembro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (foto em destaque) poderá recorrer da decisão uma única vez, no prazo de 10 dias, contados da publicação no Diário Oficial da União, ao próprio ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Ao demitir o ex-deputado, o ministro justificou o desligamento pela infração disciplinar de abandono de cargo, em razão de faltas injustificadas ao serviço por período superior a 30 dias consecutivos.

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra o ex-deputado por abandono de cargo havia sido concluído pela PF em julho deste ano. O relatório final foi divulgado no dia 21 daquele mês. Contudo, a decisão definitiva cabia ao ministro da Justiça. 

O filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro mora nos Estados Unidos (EUA) desde fevereiro de 2025, quando se mudou alegando que buscava refúgio devido a supostas perseguições políticas no Brasil.

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Na corporação desde 2010, ele passou a responder ao PAD após perder o mandato de deputado federal, em 18 de novembro de 2025.

O procedimento foi aberto porque, sem o mandato, ele deveria ter retornado ao cargo de escrivão da PF, no Rio de Janeiro (RJ), o que não ocorreu.

Desde fevereiro Eduardo está afastado da função. Na decisão, o corregedor regional da PF no Rio também determinou a entrega da carteira funcional e da arma de fogo.