Saiba quem são os investigados por fazer baile funk do CV no Roblox.
Os ambientes virtuais exaltavam facções criminosas e expunham menores a conteúdos impróprios

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã deste sábado (28/2), a Operação Fim de Jogo, contra responsáveis por promover “bailes virtuais” dentro da plataforma Roblox, ambiente digital amplamente utilizado por crianças e adolescentes. A coluna apurou que os alvos são Henry Gustavo Tavares Soares da Silva e os adolescentes M.P.O. e R.G.S.C.
A investigação é conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) e apura a prática de incitação ao crime. Segundo a polícia, os ambientes virtuais exaltavam facções criminosas e expunham menores a conteúdos impróprios, incluindo referências a drogas, armas e interações de cunho sexual.
Um dos alvos foi preso em Duque de Caxias, na comunidade do Vai Quem Quer. Contra outro investigado, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. O material recolhido, incluindo celulares e computadores, será submetido à perícia.
Como funcionavam os “bailes virtuais”
As apurações começaram em janeiro, após denúncias indicarem que salas temáticas conhecidas como “Baile da Rocinha” estavam sendo criadas dentro do Roblox.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroSegundo a polícia, nesses espaços usuários simulavam consumo de drogas, ostentação de armas e incentivavam práticas criminosas, como ataques a policiais e roubos de veículos. Também foi identificada a oferta de “jobs”, termo que, segundo os investigadores, remetia à prostituição virtual.
A operação foi coordenada pelo delegado Cristiano Maia e pela delegada Maria Luiza Machado, com apoio de equipes da DRFA-CAP, DRFC-CAP, DRE-CAP, Desarme, Polinter, Draco e Decradi.





