Saiba quem é a servidora que ficou 17 anos sem ir ao trabalho
Agente administrativa da Seduc de Alagoas está sem comparecer ao trabalho desde março de 2009 e pode ser demitida por abandono de cargo

A servidora da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc) que pode ser demitida após passar mais de 17 anos sem comparecer ao trabalho foi identificada como Jucielly Ferreira de Sena. Agente administrativa da pasta, ela é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que concluiu pela existência de abandono de cargo e recomendou sua demissão.
Conforme mostrou a coluna, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) emitiu parecer favorável à aplicação da penalidade. O documento foi publicado na edição dessa quinta-feira (16/7) do Diário Oficial do Estado (DOE).
Segundo os autos, Jucielly está afastada das atividades de forma ininterrupta desde 31 de março de 2009, período que totaliza mais de 17 anos e três meses sem comparecer ao trabalho.
No parecer, a PGE afirma que o processo reuniu provas suficientes para comprovar tanto a ausência prolongada quanto o chamado “animus abandonandi”, que caracteriza o abandono ao cargo público. O documento destaca, inclusive, que houve declaração expressa da própria servidora reconhecendo a situação.
Ainda de acordo com a Procuradoria, o PAD respeitou os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, sem registro de irregularidades durante a tramitação.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroCom isso, a PGE concluiu pela regularidade jurídica do procedimento e pelo respaldo legal para a aplicação da pena de demissão. O processo foi encaminhado à Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), responsável por dar ciência da decisão e adotar as providências necessárias para efetivar o desligamento da servidora.
A coluna procurou a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas para esclarecer se Jucielly recebeu salários durante o período em que permaneceu ausente. No entanto, até a última atualização desta reportagem, não houve retorno.
A reportagem também não conseguiu localizar a defesa da servidora. O espaço permanece aberto.





