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Mirelle Pinheiro

Saiba como a perícia expôs manobra de empresário na CPMI do INSS

O aparelho, um iPhone 17 Pro Max, passou a operar em modo de proteção máxima após a reinicialização

atualizado

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A CPMI do INSS ouve Igor Dias Delecrode, ex-dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista Aasap investigada fraudes e descontos ilegais em benefícios Metrópoles 6
1 de 1 A CPMI do INSS ouve Igor Dias Delecrode, ex-dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista Aasap investigada fraudes e descontos ilegais em benefícios Metrópoles 6 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Uma fonte da coluna envolvida na perícia do caso revelou detalhes de como os especialistas conseguiram comprovar a manobra feita pelo empresário Igor Dias Delecrode durante sessão da CPMI do INSS. A fraude foi revelada pelo colunista Paulo Capelli.

Suspeito de participar de um esquema que teria desviado até R$ 1,4 bilhão ao criar um sistema para fraudar biometrias faciais e assinaturas digitais de aposentados, Delecrode tentou usar a própria tecnologia a seu favor para bloquear a investigação.

Segundo os peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a análise não se limitou ao aparelho apreendido.

A equipe trabalhou com três frentes principais: extração de metadados do dispositivo, registros internos do sistema operacional e análise quadro a quadro do vídeo oficial da sessão da CPMI.

“Os registros das ações batiam, sem nenhuma dúvida, com os momentos do vídeo da CPI”, relatou a fonte.

O que a perícia encontrou

O laudo aponta que, logo após a aprovação simbólica da apreensão do celular, em 10 de novembro de 2025, as imagens mostram Delecrode pressionando os botões laterais do iPhone e deslizando o dedo pela tela, procedimento padrão para desligar modelos mais recentes.

Minutos depois, os registros técnicos indicaram a reinicialização do aparelho às 19h37.

Ao ser desligado e religado, o iPhone entrou automaticamente no estado conhecido como “Antes do Primeiro Desbloqueio” (AFU – Before First Unlock).

Nesse modo, as chaves de criptografia são descarregadas da memória RAM, tornando inacessíveis mensagens, arquivos e dados armazenados, a menos que o usuário forneça a senha.

A perícia extraiu os metadados das ações do dispositivo e os comparou com a linha do tempo do vídeo da sessão. A sincronização foi precisa.

“O cruzamento entre o vídeo e os logs internos do sistema mostrou coerência absoluta”, afirmou a fonte.

O aparelho, um iPhone 17 Pro Max, passou a operar em modo de proteção máxima após a reinicialização.

Novas frentes de investigação

Diante da limitação técnica imposta pelo bloqueio, investigadores recomendaram tentativa de recuperação de dados armazenados em nuvem; quebra de sigilo junto à operadora Claro; análise de um número internacional identificado durante a perícia.

A polícia apura ainda possível atuação conjunta de Delecrode com entidades como Aasap, Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, Andapp e AAPEN.

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