Mirelle Pinheiro

Saiba como a perícia confirmou a identidade do cunhado de Beira-Mar

Marinilson Carneiro da Silva utilizava documentos falsos para escapar do radar da polícia

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Cunhado de beira-mar
1 de 1 Cunhado de beira-mar - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), exerceu papel fundamental na localização e captura de Marinilson Carneiro da Silva (foto em destaque), cunhado de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

O criminoso utilizava um documento falso do Estado de São Paulo (SP) para tentar despistar as autoridades. O fato foi comprovado por meio de técnicas de reconhecimento facial.

A coluna apurou que o homem utilizava uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em nome de Marcio Alves Monteiro, emitida em 10 de outubro de 2024, no estado de São Paulo.

Em contrapartida, havia um RG registrado em nome de Marinilson Carneiro da Silva, com identificação datada de 21 de maio de 2010.

As duas fotografias foram comparadas pelos peritos, por meio de análise morfológica detalhada.

Restou comprovado que, apesar do intervalo de 14 anos entre os registros fotográficos, uma série de características morfológicas coincidiam.

Com essa confirmação, os policiais identificaram a residência de Marinilson em São Paulo. No entanto, descobriram que ele havia se deslocado para Pernambuco. A Polícia Civil fluminense, então, acionou a força de segurança pernambucana para auxiliar na localização e prisão.

Marinilson foi preso nessa sexta-feira (13/2) e é apontado como o principal responsável pela aquisição e distribuição de drogas do Comando Vermelho (CV).

A prisão

O criminoso foi localizado em Cabrobó, no chamado Polígono da Maconha, por policiais civis da 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá), em ação conjunta com a Ditel e a Delegacia de Cabrobó, em Pernambuco (PE).

Segundo as investigações, ele era responsável pela manutenção de rotas, negociação com produtores e inspeção da qualidade da droga fornecida por Beira-Mar para diversas comunidades do Rio de Janeiro.

Sua organização criminosa operava em dois eixos principais:

  • Primeiro eixo: com centro em Mogi das Cruzes (SP), organiza rotas que passam pelo Centro-Sul do país, articulando-se com Paraguai, Bolívia e Colômbia.
  • Segundo eixo: com centro em Cabrobó (PE), funciona como via de mão dupla para o escoamento de cocaína para estados do Nordeste e de maconha para Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Território disputado

O Polígono da Maconha, onde Marinilson foi preso, é disputado por diversas facções. As rodovias BR-116, BR-232 e BR-316 atravessam a região, facilitando o escoamento da produção local de maconha.

A disputa pelo controle dessas rotas tem gerado violência, com confrontos entre membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Bonde do Maluco (BDM).

As investigações seguem em andamento, com o objetivo de capturar todos os envolvidos e enfraquecer a facção.

 

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