Mirelle Pinheiro

Russa procurada há seis anos pela Interpol é presa no Galeão

O nome dela estava incluso na lista de Difusão Vermelha da Interpol

atualizado

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Divulgação/PF
russa presa pela interpol
1 de 1 russa presa pela interpol - Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (28/4), uma mulher russa, de 36 anos, que estava foragida pela prática do crime de tráfico de drogas. A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão.

Procurada há seis anos, a mulher foi presa após desembarcar de um voo comercial vindo de Bogotá, na Colômbia. O nome dela estava incluso na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

A ação foi conduzida por policiais federais da Delegacia Especial da PF (DEAIN) no Aeroporto do Galeão, em cumprimento a mandado de prisão definitiva expedido pela 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A mulher foi encaminhada ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Em nota à coluna, a defesa informou que a mulher vinha sendo tratada como foragida da Justiça brasileira sem que tivesse, ela própria, conhecimento dessa condição. Segundo o advogado, Messias Mateus, a situação resultou de uma falha de comunicação entre os órgãos do Executivo e do Judiciário responsáveis pela execução da pena. 

“Em 2017, após cumprir integralmente a pena imposta em primeira instância, Gulnaz Kurbanova foi formalmente solta por força de Alvará de Soltura expedido pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, com posterior declaração judicial de extinção da punibilidade. A partir desse momento, retomou sua vida em liberdade e estabeleceu residência regular no Paraguai, na convicção legítima de que sua relação com a Justiça brasileira estava encerrada.”

Posteriormente, um recurso do Ministério Público Federal foi provido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, resultando em majoração substancial da pena.

“Essa decisão, transitada em julgado quando Gulnaz já residia legalmente no exterior, jamais lhe foi pessoalmente comunicada, fazendo surgir, sem o seu conhecimento, um saldo de pena a cumprir e, por consequência, novo mandado de prisão e Difusão Vermelha da INTERPOL. Ao tomar ciência da situação, Gulnaz retornou de forma espontânea ao Brasil e se apresentou voluntariamente à Justiça brasileira”, escreveu a defesa.

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