
Mirelle PinheiroColunas

RJ: polícia prende “gatuno noturno” por furtos milionários em mansões
A polícia estimou que, em imóveis de mais alto padrão, o prejuízo causado às vítimas pode chegar a cerca de R$ 1 milhão por ocorrência
atualizado
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nessa quinta-feira (29/1), um homem apontado como responsável por uma série de furtos em residências de alto padrão na Zona Sul da capital fluminense. A coluna apurou que o preso foi identificado como Luan Moore Aguiar Martins de Mello (foto em destaque).
A prisão ocorreu durante uma operação realizada na comunidade de Manguinhos.
Contra ele havia um mandado de prisão expedido pelo plantão judiciário pelos crimes de furto no interior de residência e receptação.
As investigações tiveram início em setembro de 2025, após o registro de diversos furtos em casas localizadas nos bairros do Jardim Botânico, Gávea e São Conrado.
Segundo a polícia, o suspeito agia principalmente durante a noite e tinha como alvo imóveis próximos a áreas de mata.
De acordo com a investigação, Luan utilizava essas regiões para acessar as residências sem ser percebido.
Uma vez no interior dos imóveis, ele percorria todos os cômodos em busca de joias, relógios e bolsas de luxo, priorizando objetos de alto valor.
A polícia apurou que os itens furtados eram posteriormente revendidos a receptadores.
O suspeito demonstrava preferência por peças de ouro e relógios e, segundo os investigadores, costumava anunciar os produtos em redes sociais, onde exibiria os objetos e atrairia interessados.
Ainda segundo a polícia, após a comercialização dos produtos, o dinheiro obtido era gasto em restaurantes e hotéis de luxo, com pagamentos feitos em espécie. Essas movimentações também eram exibidas nas redes sociais do investigado.
Luan Moore acumula 47 anotações criminais. Quando menor de idade, ele foi apreendido dez vezes, todas por furtos em residências.
Durante a apuração, a polícia estimou que, em imóveis de mais alto padrão, o prejuízo causado às vítimas pode chegar a cerca de R$ 1 milhão por ocorrência.
Após prestar depoimento, Luan foi encaminhado para a unidade prisional de Benfica, onde permanece à disposição da Justiça.
A ação foi coordenada pela 15ª DP (Gávea), sob responsabilidade da delegada titular Daniela Terra, com apoio de outras unidades da Polícia Civil.
