RJ: homem é preso por usar nome do MP para cobrar R$ 100 mil de empresários.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito exigia dinheiro para tirar o nome das vítimas de falsas investigações. Ele chegou a arrecadar R$ 45 mil

Um homem identificado como Ricardo Nunes Ramos, conhecido pelo apelido de “Puruca”, foi preso pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) na manhã desta segunda-feira (28/9) sob suspeita de usar o nome do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da PCERJ para extorquir empresários e exigir mais de R$ 100 mil para “livrá-los” de falsas investigações.
Segundo a investigação, o homem integrava um esquema de extorsão contra donos de estabelecimentos comerciais localizados na Zona Oeste do Rio. Com o apoio de um advogado, ele teria fingido agir em nome da Polícia Civil e do Ministério Público. Aos empresários, o advogado teria dito que seus nomes apareciam em uma suposta “lista de alvos” de investigações da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e exigia dinheiro sob a promessa de “resolver a situação” e evitar o avanço da apuração.
A PCERJ informou que Ricardo chegou a exigir mais de R$ 100 mil de diferentes pessoas. Até o momento, duas vítimas foram identificadas, e ficou comprovado que cada uma teria transferido R$ 22 mil ao suspeito. Em um dos casos, a vítima chegou a contrair um empréstimo bancário para conseguir pagar o valor exigido, diante do temor de ser envolvida em uma investigação criminal inexistente.
O papel do advogado consistia em procurar as vítimas após as extorsões e dar aparência de legalidade aos pagamentos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroEle também teria pressionado os empresários a mentir em seus depoimentos à Polícia Civil, orientando-os a afirmar que os valores entregues ao criminoso seriam simples “empréstimos”. Contra ele, foram cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como a proibição de atuar em processos criminais, manter contato com “Puruca” e comparecer aos estabelecimentos comerciais das vítimas.
Durante a operação, “Puruca” tentou fugir dos policiais civis, mas acabou preso em uma oficina mecânica.
A Polícia Civil informou que a investigação continua para identificar outras vítimas, já que há indícios de que o mesmo método tenha sido utilizado contra outros comerciantes da região.





