PF investiga estupro e ameaças para impedir mulher de falar de política
Segundo a PF, os crimes teriam sido cometidos para intimidar e constranger a vítima a interromper manifestações políticas nas redes sociais

Uma operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (28/9) para aprofundar investigação sobre um caso de coação eleitoral, ameaça e abuso de autoridade em Colinas (MA). As apurações indicam que a vítima e os suspeitos apoiavam candidaturas distintas no pleito de 2026 e, por isso, ela teria sido submetida a violência sexual e ameaças.
De acordo com a corporação, os crimes teriam sido cometidos como atos de intimidação para constranger a vítima a interromper manifestações políticas em redes sociais.
Batizada de Habeas Votum, a ação policial cumpre dois mandados de prisão temporária, três mandados de busca e apreensão domiciliar e dois mandados de busca pessoal. Também foi determinado o afastamento cautelar de função pública e a suspensão do porte de arma de fogo de dois investigados.
Diante da possível vinculação entre os atos de intimidação, o exercício abusivo da função pública e as divergências político-eleitorais existentes entre os envolvidos, a investigação tramita sob supervisão da Justiça Eleitoral.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA PF informou que as medidas têm por finalidade preservar as fontes de prova, impedir eventual continuidade das condutas investigadas e resguardar a segurança da vítima e de terceiros.
Os investigados poderão responder pelos crimes de coação eleitoral, estupro, associação criminosa armada, ameaça e abuso de autoridade, além de outras infrações penais conexas que venham a ser identificadas durante a investigação.
“A Polícia Federal ressalta que a apuração permanece em andamento e que as responsabilidades individuais somente serão apontadas após a conclusão das diligências de investigação, em relatório final”, informou a corporação.















