Rio recebe georradar e scanners para combater facções em presídios. Veja vídeo
Entre os dias 15 e 19 de junho, cerca de 700 policiais penais estaduais e federais participaram de ações em seis unidades prisionais

O Programa Padrão Segurança Máxima, criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para reforçar o combate ao crime organizado dentro dos presídios, chegou ao Rio de Janeiro com operações simultâneas, emprego de georradar e investimentos em tecnologia.
Entre os dias 15 e 19 de junho, cerca de 700 policiais penais estaduais e federais participaram de ações em seis unidades consideradas estratégicas para o enfrentamento de facções criminosas.
As operações Mute e Modo Avião, realizadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em conjunto com a Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro (Seppen-RJ), resultaram na revista de 143 celas e na apreensão de 165 celulares e outros materiais ilegais.
Um dos destaques das ações foi o uso do georradar, tecnologia capaz de identificar estruturas subterrâneas sem necessidade de escavações. O equipamento permite localizar túneis, galerias, cavidades e alterações estruturais que possam representar riscos à segurança das unidades prisionais.
Segundo o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a iniciativa busca levar aos estados protocolos e métodos consolidados no Sistema Penitenciário Federal.
“O enfrentamento ao crime organizado exige atuação coordenada. O Padrão Segurança Máxima foi criado para fortalecer as polícias penais estaduais com tecnologia, inteligência e boas práticas operacionais já consolidadas no Sistema Penitenciário Federal”, afirmou.
As seis unidades fluminenses integram um grupo de 138 presídios selecionados em todo o país com base em informações de inteligência. A escolha levou em consideração a presença de lideranças e integrantes de organizações criminosas que utilizam o sistema prisional para manter comunicações e coordenar atividades ilícitas.
Além das operações, o Rio recebeu nesta semana 13 aparelhos de raio-X destinados a unidades estratégicas. O cronograma do programa prevê ainda a entrega de drones, scanners corporais, georradares, sistemas de varredura ambiental, equipamentos de inspeção por câmeras, soluções de áudio e vídeo para parlatórios e aparelhos portáteis de raio-X.
Outro investimento previsto é a entrega de 39 viaturas-cela para reforçar o transporte de presos no estado.
A primeira etapa do Padrão Segurança Máxima prevê investimentos de aproximadamente R$ 324 milhões em tecnologia e equipamentos para o sistema prisional brasileiro. Até o momento, segundo o Ministério da Justiça, já foram aplicados R$ 184,9 milhões.
Desde o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, em maio deste ano, as ações do Padrão Segurança Máxima mobilizaram 5.297 policiais penais em todo o país, alcançaram 133 unidades prisionais, resultaram na revista de 4.256 celas e na apreensão de 1.427 celulares.




