Mirelle Pinheiro

Rio: alguns corpos achados em mata estavam com roupas “de guerra”

Moradores afirmam que muitos corpos apresentam tiros na nuca, facadas nas costas e ferimentos nas pernas

atualizado

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Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Megaoperação no Rio de Janeiro. Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro
1 de 1 Megaoperação no Rio de Janeiro. Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro - Foto: Tercio Teixeira/Especial Metrópoles

Rio de Janeiro – O Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, amanheceu nesta quarta-feira (29/10) sob forte tensão após moradores levarem, durante a madrugada, ao menos 60 corpos para a Praça São Lucas, no coração da comunidade. Moradores descrevem o cenário como “chacina” e “massacre” e afirmam que não receberam orientação das autoridades para identificação e retirada dos corpos.

Os cadáveres, segundo relatos, foram encontrados na área de mata que liga os complexos da Penha e do Alemão, epicentro da megaoperação policial realizada na terça-feira (28), considerada a mais letal da história do estado.

Moradores afirmam que muitos corpos apresentam tiros na nuca, facadas nas costas e ferimentos nas pernas. Alguns dos mortos vestiam roupas camufladas normalmente usadas por soldados do Comando Vermelho (CV), facção alvo da ação. Enfileirados no chão, os corpos foram cercados por familiares em busca de parentes e amigos desaparecidos.

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Corpos deixados em via do Rio
Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha
Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha
Mais de 50 corpos foram localizados em comunidades
Corpos deixados em via do Rio
Morador retira cadáveres após megaoperação das forças de segurança no Rio
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Morador retira cadáveres após megaoperação das forças de segurança no Rio

Corpos deixados em via do Rio
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Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha
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Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha

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Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha

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Mais de 50 corpos foram localizados em comunidades
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Mais de 50 corpos foram localizados em comunidades

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Corpos deixados em via do Rio
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Corpos deixados em via do Rio

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A megaoperação ocorreu em 28 de outubro
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A megaoperação ocorreu em 28 de outubro

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Cadáveres foram recolhidos por moradores
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Cadáveres foram recolhidos por moradores

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Alguns corpos estavam equipados com fardas camufladas
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Alguns corpos estavam equipados com fardas camufladas

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RJ pede mais prazo ao STF para entregar imagens de megaoperação
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RJ pede mais prazo ao STF para entregar imagens de megaoperação

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Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos
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Mais cedo, um grupo chegou a colocar seis corpos em uma Kombi e levá-los ao Hospital Estadual Getúlio Vargas. O veículo chegou em alta velocidade e deixou o local sem entrar na unidade de saúde.

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Megaoperaçao no Rio deixou mais de 120 mortos
Os corpos foram colocados em uma Praça
Megaoperaçao no Rio deixou mais de 120 mortos
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Os corpos foram colocados em uma Praça
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A ação ocorreu em 28 de outubro
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A ação ocorreu em 28 de outubro

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Operação sem precedentes

Deflagrada com o objetivo de impedir o avanço territorial do CV, a Operação Contenção mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares. O último balanço oficial do governo do Rio registra:
• 81 suspeitos presos
• mais de 90 armas apreendidas, incluindo fuzis de guerra
• 200 kg de drogas e rádios comunicadores recolhidos

Estado reforça policiamento

Diante da repercussão e do clima de revolta nas comunidades, o governo do Rio reforçou o policiamento nas ruas da capital para tentar garantir segurança da população. Em nota, informou que agentes do serviço administrativo da PMERJ foram deslocados para ações externas, aumentando em mais de 40% o efetivo disponível.

O governador Cláudio Castro (PL) voltou a cobrar apoio federal e disse que o Rio “está sozinho” no enfrentamento ao crime organizado.

Já o Ministério da Justiça contestou a declaração, afirmando que todos os pedidos oficiais do estado foram atendidos e que operações federais seguem em andamento no território fluminense.

Clima de luto e indignação nas comunidades

Mães, pais, esposas e crianças permaneceram pela manhã ao lado dos corpos na praça. A ausência de informações oficiais sobre os mortos aumenta a aflição de familiares que buscam desaparecidos desde o início da ofensiva.

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