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Mirelle Pinheiro

Quem são os parlamentares alvos de operação por fraude eleitoral no CE

Vereadores de Sobral (CE) tiveram a prisão preventiva decretada e foram afastados dos mandatos por 180 dias

11/08/2026 09:51, atualizado 11/08/2026 09:58
Divulgação/Câmara Municipal de Sobral
Quem são os parlamentares alvos de operação por fraude eleitoral no CE

Os três parlamentares alvos da Operação Omertá, que investiga uma possível organização criminosa por fraude durante o processo eleitoral de 2024 e 2026 em Sobral (CE), são os vereadores Carlos do Calisto (PSB), Mário Vicktor (União) e Juninho do Povo (Podemos).

O trio teve a prisão preventiva decretada e foi afastado do exercício dos respectivos mandatos por 180 dias.

Além dos vereadores, outros dois agentes públicos foram afastados dos cargos pelo mesmo período.

Um advogado também é investigado por suspeita de integrar a estrutura da organização criminosa. Segundo a investigação, ele teria funções ligadas aos núcleos de liderança e de execução de ordens destinadas a interferir no processo eleitoral. O nome dele não foi divulgado.

Operação

A Operação Omertá foi deflagrada nesta terça-feira (11/8) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), pelo Ministério Público Eleitoral, por meio da 3ª Promotoria Eleitoral, e pelo Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL).

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A ação cumpre 14 mandados de prisão preventiva, 25 de busca e apreensão e cinco medidas de afastamento cautelar de cargos públicos. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza.

Durante a operação, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e outros elementos probatórios relacionados aos fatos investigados. Também foram determinadas medidas cautelares, como a proibição de contato entre investigados e testemunhas.

A Justiça determinou ainda que a Câmara Municipal apresente a relação completa dos ocupantes de cargos comissionados, funções de confiança e contratados temporários vinculados ao Legislativo Municipal.

A investigação apura os crimes de:

  • integração de organização criminosa;
  • domínio social estruturado;
  • extorsão na modalidade conhecida como “pedágio eleitoral”;
  • corrupção eleitoral;
  • impedimento ou embaraço à propaganda eleitoral;
  • lavagem de capitais.

A coluna procurou os três parlamentares, mas não obteve retorno até a última atualização. O espaço segue aberto.