Mirelle Pinheiro

Quem são os investigados por vender jet skis ilegais no DF. Veja vídeo

Os anúncios eram diretos, com linguagem agressiva de venda, abaixo do preço de mercado e zero burocracia

atualizado

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Quem são os investigados por vender jet skis ilegais no DF
1 de 1 Quem são os investigados por vender jet skis ilegais no DF - Foto: Arte/Metrópoles

A Operação Jet Set, deflagrada pela Polícia Civil do DF, na manhã desta quarta-feira (26/11), expôs um circuito paralelo de venda de motos aquáticas que cresceu silenciosamente nas redes sociais e, segundo a investigação, movimentou valores expressivos sem pagar um centavo de imposto.

Por trás das ofertas sedutoras, máquinas 2020, 2023 e até 2024 com poucas horas de uso e preços abaixo da tabela, havia um grupo de vendedores informais que, de acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (Dot/Decor), transformou perfis de Instagram em vitrines para driblar o fisco.

Os anúncios eram diretos, com linguagem agressiva de venda, abaixo do preço de mercado e zero burocracia. Uma das páginas sob investigação, identificada como Procura Jet, oferecia um Sea-Doo GTI 170 (2020) com 65 horas de uso por R$ 81.990, com carretinha inclusa. Outra publicação da mesma

Quem são os principais investigados

Segundo apuração da coluna, ao menos cinco perfis que atuavam como “lojas paralelas” estão na mira da Polícia Civil. A maioria sustentava a imagem de marca consolidada, com nomes comerciais, logotipos improvisados e dezenas de anúncios.

  • Pedro Henrique Leal, da Procura Jet
  • Gustavo Carvalho Martins, da Jeteiros do Brasil
  • Renato Santos de Assis, do perfil Ratoeiras Jets
  • Pedro Henrique Abmael, do perfil MibJets
  • Bruno Almeida de Souza, da Car-Jet

Como o esquema funcionava

A investigação aponta quatro pilares da fraude:

  • Compra em estados com tributação menor: jets adquiridos em Goiás, Bahia ou Santa Catarina, onde as taxas são reduzidas.
  • Faturamento em nome de terceiros: o objetivo era “lavar” a origem da embarcação para parecer bem de pessoa física.
  • Revenda como usado em Brasília: manobra permitia escapar do recolhimento de ICMS interestadual e da fiscalização local.
  • Circulação do dinheiro por contas de terceiros: amigos e parentes recebiam os valores, típico mecanismo de lavagem de dinheiro.

Comprou jet ski dos investigados? Pode perder o registro

O delegado-chefe da DOT, Wilson Peres, informou à coluna que os consumidores que compraram jet skis desses perfis devem ser notificados. A Capitania dos Portos de Brasília cancelará os registros das motos aquáticas adquiridas sem documentação regular.

Ou seja, quem comprou, pode perder a embarcação e ainda entrar como investigado acessório na apuração tributária.

A PCDF apura crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, associação criminosa e rifa ilegal de jet skis. Somadas, as penas podem chegar a 18 anos de prisão.

A análise do material apreendido deve revelar o volume total movimentado, possíveis compradores e a amplitude real do mercado clandestino que operava à sombra das redes sociais.

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