Mirelle Pinheiro

Luxo ilegal: PCDF desmantela mercado ilegal de jet skis no DF. Veja vídeo

Alguns investigados também promoviam rifas “on-line” de jet skis, sem autorização do órgão regulador

atualizado

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PCDF/Divulgação
Luxo ilegal: PCDF desmantela mercado ilegal de jet skis no DF
1 de 1 Luxo ilegal: PCDF desmantela mercado ilegal de jet skis no DF - Foto: PCDF/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desencadeou, na manhã desta quarta-feira (26/11), a Operação Jet Set para desarticular um esquema de comercialização clandestina de motos aquáticas que funcionava há pelo menos três anos em Brasília.

A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (Dot/Decor) em parceria com a Receita do DF e a Capitania Fluvial de Brasília, mira vendedores informais que movimentavam um mercado paralelo de jet skis e driblavam a tributação devida nas transações.

As investigações apontam que os envolvidos atuavam como lojistas informais do setor náutico. Usando perfis em plataformas digitais, anunciavam e revendiam motos aquáticas por valores bem abaixo dos praticados por empresas regularizadas, justamente porque não recolhiam impostos e operavam sem qualquer tipo de registro comercial.

O modelo ilegal criava um ambiente de concorrência desleal e pressionava o comércio formal.

Manobras para burlar a fiscalização

Para escapar do radar das autoridades, o grupo desenvolveu uma série de artifícios. Os jet skis eram comprados em outros estados onde as alíquotas de impostos são menores, faturados em nome de terceiros e revendidos no DF como se fossem usados.

Além disso, o transporte das máquinas era feito pelos próprios vendedores, dispensando transportadoras e evitando rotas oficiais de fiscalização.

O dinheiro das vendas também circulava por caminhos tortuosos. Pagamentos eram feitos em contas de pessoas próximas aos investigados, em uma tentativa de dissimular a origem e o destino dos recursos.

Rifas ilegais para ampliar os lucros

O inquérito revelou ainda um segundo braço da operação. Alguns investigados promoviam rifas “on-line” de jet skis, sem autorização do órgão regulador.

A prática configura contravenção penal e amplia a suspeita de lavagem de dinheiro, já que os valores arrecadados não eram declarados e circulavam por canais informais.

Mandados cumpridos em cinco regiões do DF

Para aprofundar a apuração e delimitar a atuação de cada membro do grupo, a Polícia Civil cumpriu oito mandados de busca e apreensão no Gama, Planaltina, Taguatinga, Noroeste e Setor de Clubes Esportivos Norte. Ao todo, 40 policiais participaram da ação.

Documentos, aparelhos eletrônicos, comprovantes de transações e materiais relacionados à revenda clandestina foram recolhidos e passarão por análise técnica.

Crimes e penas

Até o momento, os responsáveis são investigados por sonegação fiscal, associação criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de rifa ilegal. Somadas, as penas podem chegar a 18 anos de prisão.

Por que “Jet Set”?

O nome da operação faz referência ao termo usado para definir grupos de alto poder aquisitivo que circulam por ambientes exclusivos, viajam com frequência e ostentam um estilo de vida luxuoso. A

alusão também remete ao objeto central da investigação: jet skis negociados de forma irregular para alimentar um mercado paralelo lucrativo.

 

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