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Mirelle Pinheiro

Quem são os empresários presos com R$ 1,2 mi em mala no Aeroporto de Brasília

Apesar de a atividade principal ser a venda de alimentos, a empresa também fornecia bolsas, bonés, tecidos e até serviços funerários

21/05/2025 09:17, atualizado 21/05/2025 10:30
PF/Divulgação
Quem são os empresários presos com R$ 1,2 mi em mala no Aeroporto de Brasília

A Polícia Federal (PF) prendeu, nessa terça-feira (20/5), três empresários amazonenses flagrados com R$ 1,2 milhão, em espécie, escondidos nas malas. A coluna apurou que foram detidos César de Jesus Glória Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Vagner Santos Moitinho, todos oriundos de Manaus (AM).

O trio embarcou no voo 3747 da Latam com destino a Brasília e foi surpreendido durante uma inspeção de rotina no Aeroporto Internacional da capital federal. Quando as bagagens passaram pelo raio-x, os agentes federais identificaram o volumoso montante em espécie.

Segundo a PF, os empresários admitiram o transporte do dinheiro, justificando que se tratava de valores provenientes de contratos firmados com municípios do Amazonas – entre eles, a Prefeitura de Coari.

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A PF notou a presença das notas por meio do Raio-X
Eles foram flagrados nessa terça (20/5)
Os empresários tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva
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Os empresários tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva

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A PF notou a presença das notas por meio do Raio-X
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A PF notou a presença das notas por meio do Raio-X

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Eles foram flagrados nessa terça (20/5)
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Eles foram flagrados nessa terça (20/5)

PF/Divulgação

Documentos oficiais confirmam que, no último mês, a administração municipal autorizou o repasse de mais de R$ 2,5 milhões à empresa de César Albuquerque — a Comercial CJ – Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., registrada em Presidente Figueiredo (AM). Apesar de a atividade principal ser a venda de alimentos, a empresa também fornecia itens diversos, como bolsas, bonés, tecidos e até serviços funerários, atuando como uma espécie de “empresa faz-tudo”.

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Durante a abordagem, os detidos alegaram que estavam a caminho de Goiás para adquirir insumos e quitar dívidas. No entanto, entraram em contradição ao não conseguirem especificar os locais de compra ou a quem realizariam os pagamentos.

Além da suspeita de lavagem de dinheiro, que pode resultar em penas de até 10 anos de reclusão, os investigadores apuram a possibilidade de o grupo estar em Brasília para efetuar pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.

A capital federal, nesta semana, sedia a tradicional Marcha em Favor dos Municípios, evento que reúne autoridades de diversas cidades, incluindo representantes do Amazonas.

Após as formalidades legais, os três empresários foram colocados à disposição da Justiça do Distrito Federal.