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Mirelle Pinheiro

Quem é o ex-secretário preso por corrupção de R$ 100 milhões no PR

Ele é investigado por suspeita de integrar esquema de corrupção, fraude em contratações públicas, peculato e lavagem de dinheiro

Reprodução/Facebook
Quem é o ex-secretário preso por corrupção de R$ 100 milhões no PR

O ex-secretário de Obras de Morretes (PR) preso nessa sexta-feira (31/7), durante uma operação conjunta das polícias civis do Rio de Janeiro e do Paraná, foi identificado como Guilherme Wicthoffet Machado (foto em destaque). Além de integrar a administração municipal, ele também presidiu a Comissão Executiva do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no município e é investigado por suspeita de integrar um esquema de corrupção, fraude em contratações públicas, peculato e lavagem de dinheiro.

A prisão ocorreu no bairro de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, e foi realizada por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), em apoio à Polícia Civil do Paraná (PCPR), responsável pelas investigações.

Segundo a corporação, Guilherme estava foragido da Justiça do Paraná e foi localizado após ações de inteligência. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva.

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De acordo com a PCPR, as investigações apontam a existência de um suposto esquema envolvendo fraudes em contratos públicos, pagamento de vantagens indevidas por empresas a agentes públicos, peculato e lavagem de dinheiro. Os investigadores também apuram o uso de familiares e terceiros para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita.

A análise das movimentações bancárias revelou que o núcleo principal dos investigados movimentou aproximadamente R$ 43,9 milhões entre créditos e débitos. Considerando pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, o volume financeiro analisado supera R$ 100 milhões.

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Após ser preso, Guilherme foi levado para a sede da Delegacia de Homicídios da Capital, onde permaneceu à disposição da Justiça. Em seguida, deverá ser encaminhado para audiência de custódia.

Segundo as polícias civis do Rio de Janeiro e do Paraná, a operação reforça a atuação integrada entre os estados para localizar foragidos e cumprir medidas judiciais relacionadas ao combate à corrupção e ao crime organizado.