Mirelle Pinheiro

Policial suspeito de acessar dados de autoridades trabalhava na Caesb

Em nota, a Caesb afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações

atualizado

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PCDF/Divulgação
Operação da PCDF que investiga acesso ilegal de dados
1 de 1 Operação da PCDF que investiga acesso ilegal de dados - Foto: PCDF/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (16/3), a Operação Nexus Fractus, que investiga o acesso irregular a bancos de dados institucionais para obtenção de informações sobre autoridades, empresários e outros cidadãos do DF.

Entre os alvos da operação está um policial civil aposentado que ocupava cargo comissionado na Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCor), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), que cumpriu três mandados de busca e apreensão.

Monitoramento de autoridades

Segundo a investigação, uma empresa privada de investigação estaria monitorando autoridades públicas e outras pessoas no Distrito Federal utilizando, possivelmente, dados obtidos de forma irregular em sistemas restritos da administração pública.

Durante as diligências, os investigadores identificaram indícios de que o policial aposentado teria utilizado acessos institucionais para consultar informações sensíveis.

Na residência dele, os policiais apreenderam um cofre com cerca de R$ 15 mil em dinheiro.

De acordo com a apuração, o investigado tinha acesso a bases de dados institucionais, inclusive sistemas da própria PCDF, por meio de um acordo de cooperação técnica.

Dados de autoridades e familiares

As consultas teriam incluído informações cadastrais de empresários, policiais, jornalistas, servidores públicos e funcionários de gabinetes de parlamentares do Legislativo distrital e federal, além de integrantes do Executivo local.

Em alguns casos, segundo as investigações, os acessos eram feitos em nome de pessoas próximas aos alvos, como parentes ou colegas de trabalho, estratégia que poderia servir para disfarçar o verdadeiro objetivo das consultas.

A suspeita é que os dados tenham sido utilizados para fins particulares, possivelmente em benefício de uma empresa privada vinculada ao próprio investigado.

Demissão da Caesb

Procurada pela coluna, a Caesb informou que o servidor comissionado já foi demitido após a operação policial.

Em nota, a companhia afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

“A Caesb informa que tomou conhecimento da operação policial contra o empregado e está à disposição das autoridades para auxiliar em todos os esclarecimentos necessários. O empregado já foi demitido”, informou a empresa.

A companhia também declarou que não há indícios, até o momento, de acesso indevido a dados internos da Caesb.

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