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Mirelle Pinheiro

Policiais são suspeitos de vazar informações a grupo ligado ao PCC e PCG

Operação Ifrit investiga grupo suspeito de tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro

Material cedido ao Metrópoles
Policiais são suspeitos de vazar informações a grupo ligado ao PCC e PCG

A coluna apurou que policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal são investigados por fornecer informações sigilosas, proteger integrantes de uma organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC), e colaborar com ações da estrutura criminosa. O grupo, liderado por uma família, foi alvo da Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (4/11).

Até o momento, três policiais civis foram afastados das funções públicas, e outras três pessoas passaram a ser monitoradas eletronicamente.

A ação desta quarta-feira foi realizada com apoio da Receita Federal, para investigar a organização criminosa. A estrutura é suspeita de envolvimento com tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.

Armas pesadas e veículos blindados

Classificada pelas forças de segurança como “ultraviolenta”, a organização criminosa utilizava armamento pesado, veículos blindados e estruturas de apoio para exercer controle territorial e intimidar grupos rivais.

A atuação do grupo foi identificada principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros.

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Segundo as investigações, drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.

A PF apura a participação individual dos investigados nas atividades da organização criminosa.

Ao todo, a operação cumpre 76 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão, sendo 25 preventivas e uma temporária. As medidas, autorizadas pela Justiça Federal, são executadas em sete estados: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.