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Mirelle Pinheiro

Polícia investiga integrantes do CV que operavam em “home office”. Veja vídeo

Mesmo fora da Bahia, eles continuavam repassando ordens, coordenando integrantes da facção

Mirelle Pinheiro11/06/2026 09:20, atualizado 11/06/2026 09:23
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Material cedido ao Metrópoles
Polícia investiga integrantes do CV que operavam em “home office”

Traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV) da Bahia transformaram comunidades da Zona Oeste do Rio em uma espécie de escritório clandestino para continuar comandando atividades criminosas mesmo longe de suas áreas de origem. A constatação é resultado das investigações que levaram à segunda fase da Operação Maré Vermelha, deflagrada nesta quinta-feira (11/6) pelas polícias civis do Rio de Janeiro e da Bahia.

Segundo os investigadores, integrantes da facção passaram a se esconder em regiões de Jacarepaguá, principalmente em Rio das Pedras e áreas próximas à Gardênia Azul, enquanto mantinham participação ativa em esquemas de tráfico de drogas, tráfico de armas e movimentação financeira da organização criminosa.

A polícia afirma que os criminosos adotaram uma espécie de “home office do crime”. Mesmo fora da Bahia, eles continuavam repassando ordens, coordenando integrantes da facção e acompanhando operações criminosas por meio de aplicativos de mensagens e outros recursos de comunicação.

Entre os alvos está um homem apontado como uma das principais lideranças criminosas do Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador. De acordo com as investigações, ele teria mantido influência sobre atividades da facção mesmo após deixar o estado.