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Mirelle Pinheiro

Polícia investiga grupo que vendia celular em presídio por até R$ 80 mil.

Entre os investigados, estão monitores de ressocialização prisional, pessoas privadas de liberdade e outros suspeitos ligados ao esquema

20/05/2026 08:27, atualizado 20/05/2026 09:09
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PCPR/Divulgação
Polícia investiga grupo que vendia celular em presídio por até R$ 80 mil

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Penal do Paraná (PPPR) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (20/5), operação contra esquema criminoso de entrada de celulares e drogas em unidades do sistema penitenciário paranaense.

Segundo as investigações, os aparelhos eram vendidos a presos por valores que chegavam a R$ 80 mil.

A ação ocorre simultaneamente em Curitiba, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Piraquara e também em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Ao todo, os policiais cumprem nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão e 12 ordens judiciais de sequestro de bens.

Entre os alvos, estão monitores de ressocialização prisional, pessoas privadas de liberdade e outros suspeitos ligados ao esquema.

A investigação começou no fim de 2024, após a apreensão de um celular dentro de uma unidade prisional pela Polícia Penal.

A partir dali, a PCPR identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis e indícios de lavagem de dinheiro para ocultar os lucros obtidos com o esquema.

Segundo os investigadores, cada aparelho celular custava em média R$ 40 mil dentro das penitenciárias. Em um dos casos apurados, um único aparelho teria sido vendido por R$ 80 mil.

Além da entrada de celulares, o grupo é investigado por inserção de drogas nas unidades prisionais.

Os suspeitos poderão responder por corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e inserção de aparelho telefônico em estabelecimento prisional.

De acordo com o delegado Thiago Andrade, parte dos investigados já possui extensa ficha criminal e continuava atuando de dentro do sistema penitenciário.

“Adaptaram e sofisticaram suas condutas valendo-se do apoio de agentes privados que exercem funções públicas”, afirmou.

A Polícia Penal destacou que o combate às comunicações clandestinas dentro das cadeias é uma das prioridades para evitar a atuação de facções criminosas e a continuidade de crimes ordenados de dentro dos presídios.