
Mirelle PinheiroColunas

Polícia investiga grupo criminoso que movimentou R$ 338 milhões no Rio. Veja vídeo
Segundo as investigações, os líderes do grupo movimentaram mais de R$ 338 milhões entre os anos de 2017 e 2022
atualizado
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20/5), a Operação Tarja Oculta, para desarticular organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro, clonagem de cartões e outros crimes financeiros.
Segundo as apurações, os líderes do grupo movimentaram mais de R$ 338 milhões entre os anos de 2017 e 2022.
A ação é coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCC-LD), que cumpre mandados de busca e apreensão em endereços nas zonas norte e oeste do Rio.
A operação conta com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB).
As investigações começaram em 2022, após uma instituição financeira comunicar movimentações consideradas atípicas.
Segundo a polícia, um dos alvos da Tarja Oculta tentou sacar R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária, fato que chamou a atenção das autoridades e deu início ao trabalho de inteligência financeira.
Ao longo das apurações, os agentes identificaram organização criminosa estruturada, formada por pelo menos 25 integrantes divididos em seis núcleos funcionais.
De acordo com os investigadores, o grupo utilizava empresas de fachada, “laranjas”, contas de passagem e saques fracionados para pulverizar os valores e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Os policiais também identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada de parte dos suspeitos.
A investigação foi baseada em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), que apontaram intensa circulação de recursos entre os integrantes do grupo.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam para aprofundar o rastreamento dos ativos ilícitos, identificar toda a estrutura financeira utilizada pela organização criminosa e individualizar a participação de cada investigado no esquema.