Polícia indicia suspeito de matar PM a tiros durante aula de jiu-jítsu
Jonathan Vieira dos Santos foi preso em flagrante logo após o crime e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva

A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) indiciou Jonathan Vieira dos Santos pela morte do policial militar e instrutor de artes marciais Renato Oliveira Aragão (foto em destaque), assassinado a tiros durante uma aula de jiu-jítsu em um projeto social. O caso ocorreu em Várzea Grande (MT) no dia 4 de agosto.
O suspeito, de 33 anos, foi indiciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
O investigado foi preso em flagrante logo após o crime e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. Ele permanece detido.
Relembre o crime
Segundo a investigação, Renato ministrava uma aula de jiu-jítsu em um projeto social realizado em um centro comunitário quando foi surpreendido pelo suspeito, que chegou ao local armado e efetuou diversos disparos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO policial foi atingido e socorrido por uma equipe da Polícia Militar. Ele foi levado para uma unidade de saúde de Várzea Grande, mas não resistiu aos ferimentos.
Após os disparos, o suspeito foi imobilizado pelos próprios alunos do projeto até a chegada dos policiais militares.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação aponta que Renato mantinha um relacionamento amoroso com a companheira do suspeito. Conforme os depoimentos reunidos no inquérito, a relação teria durado mais de dois anos, entre períodos de término e reatamento.
Ainda segundo a polícia, o investigado chegou a registrar um boletim de ocorrência meses antes do homicídio, relatando o suposto envolvimento entre a mulher e o policial.
Durante o interrogatório, o suspeito permaneceu em silêncio. A Polícia Civil, porém, afirma que as informações reunidas ao longo da investigação confirmaram a autoria e apontaram que ele teria agido sozinho.
A arma utilizada no crime, conforme a investigação, pertencia ao suspeito, que mantinha a posse irregular do armamento havia vários anos.
A Polícia Civil ainda aguarda os resultados dos laudos de balística relacionados à arma utilizada no homicídio, além de exames complementares.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ficará à disposição do Ministério Público, que deverá analisar o caso e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia.





