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Mirelle Pinheiro

Polícia indicia suspeito de matar PM a tiros durante aula de jiu-jítsu

Jonathan Vieira dos Santos foi preso em flagrante logo após o crime e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva

17/08/2026 11:06, atualizado 17/08/2026 11:07
Reprodução/Redes Sociais
Polícia indicia suspeito de matar PM a tiros durante aula de jiu-jítsu

A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) indiciou Jonathan Vieira dos Santos pela morte do policial militar e instrutor de artes marciais Renato Oliveira Aragão (foto em destaque), assassinado a tiros durante uma aula de jiu-jítsu em um projeto social. O caso ocorreu em Várzea Grande (MT) no dia 4 de agosto.

O suspeito, de 33 anos, foi indiciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

O investigado foi preso em flagrante logo após o crime e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. Ele permanece detido.

Relembre o crime

Segundo a investigação, Renato ministrava uma aula de jiu-jítsu em um projeto social realizado em um centro comunitário quando foi surpreendido pelo suspeito, que chegou ao local armado e efetuou diversos disparos.

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O policial foi atingido e socorrido por uma equipe da Polícia Militar. Ele foi levado para uma unidade de saúde de Várzea Grande, mas não resistiu aos ferimentos.

Após os disparos, o suspeito foi imobilizado pelos próprios alunos do projeto até a chegada dos policiais militares.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação aponta que Renato mantinha um relacionamento amoroso com a companheira do suspeito. Conforme os depoimentos reunidos no inquérito, a relação teria durado mais de dois anos, entre períodos de término e reatamento.

Ainda segundo a polícia, o investigado chegou a registrar um boletim de ocorrência meses antes do homicídio, relatando o suposto envolvimento entre a mulher e o policial.

Durante o interrogatório, o suspeito permaneceu em silêncio. A Polícia Civil, porém, afirma que as informações reunidas ao longo da investigação confirmaram a autoria e apontaram que ele teria agido sozinho.

A arma utilizada no crime, conforme a investigação, pertencia ao suspeito, que mantinha a posse irregular do armamento havia vários anos.

A Polícia Civil ainda aguarda os resultados dos laudos de balística relacionados à arma utilizada no homicídio, além de exames complementares.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ficará à disposição do Ministério Público, que deverá analisar o caso e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia.