Mirelle Pinheiro

Polícia faz operação após vítima parar na UTI por Ozempic falso

Uma mulher catarinense comprou o que acreditava ser Ozempic, aplicou o produto e acabou internada na UTI devido às complicações

atualizado

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Caneta de injeção de insulina Ozempic para diabéticos e perda de peso. Mulher se pesa e segura Ozempic na mão.
1 de 1 Caneta de injeção de insulina Ozempic para diabéticos e perda de peso. Mulher se pesa e segura Ozempic na mão. - Foto: Getty Images

Uma força-tarefa da Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/DEIC) da Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, nesta segunda-feira (26/5), sete mandados judiciais contra uma organização criminosa especializada na falsificação e venda de anabolizantes e medicamentos de alto valor, incluindo o Ozempic, popularmente usado para emagrecimento. A ação foi batizada de Operação Reação Adversa.

O grupo passou a ser investigado após um caso grave ocorrido em outubro do ano passado. Uma mulher catarinense comprou o que acreditava ser Ozempic, aplicou o produto e acabou internada na UTI devido às complicações. Exames confirmaram que, na verdade, o frasco continha insulina, e não o princípio ativo do medicamento original.

Segundo a Polícia Civil, entre os alvos da operação está o homem responsável por enviar os medicamentos no estado. Ele foi preso em Jaraguá do Sul (SC), onde mora. Ao todo, os mandados foram cumpridos em três cidades catarinenses e também em Catalão (GO), com o apoio da Polícia Civil de Goiás, do Laboratório de Tecnologia em Lavagem de Dinheiro da DEIC e das DICs de Canoinhas e Campos Novos.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso atuava com um esquema bem estruturado, obtinha medicamentos vencidos, removia as datas de validade originais e reimprimia novas etiquetas com prazos fictícios. Uma gráfica especializada era contratada para produzir embalagens idênticas às dos produtos legítimos. A venda ocorria, principalmente, pelas redes sociais, com preços atrativos e bem abaixo do mercado.

Além do Ozempic, o grupo também comercializava anabolizantes, medicamentos abortivos e outros produtos sem qualquer registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Polícia Civil aponta que os integrantes do esquema podem responder pelos crimes de falsificação de medicamentos, cuja pena varia de 10 a 15 anos de prisão, além de ser considerado crime hediondo, e também por tentativa de homicídio com dolo eventual, já que, mesmo cientes dos riscos, continuaram a comercializar os produtos adulterados.

Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo e imóveis adquiridos com o lucro obtido na atividade criminosa. Os bens foram indisponibilizados para garantir eventual reparação às vítimas.

Em nota, a Deic destacou que o objetivo principal da ação foi “desarticular um grupo criminoso especializado em falsificar, adulterar e comercializar medicamentos de alto valor, colocando em risco a saúde e a vida de milhares de pessoas”.

A investigação continua para identificar outros envolvidos e vítimas do esquema.

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