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Mirelle Pinheiro

Polícia desmonta esquema de venda de processos sigilosos para facções

Os suspeitos obtinham acesso antecipado a documentos e medidas cautelares que tramitavam sob segredo de Justiça

16/07/2026 09:05
Reprodução/PF
Operação Sem Refino Polícia Federal

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Pará (Ficco-PA) deflagrou, nesta quinta-feira (16/7), a segunda fase da Operação Custos Legis para desarticular um esquema de venda de informações sigilosas relacionadas a investigações contra organizações criminosas. Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nas cidades de Belém e Capanema.

Segundo as investigações, os suspeitos obtinham acesso antecipado a documentos e medidas cautelares que tramitavam sob segredo de Justiça. Para isso, eles teriam pago um servidor público, que utilizava seu acesso institucional para consultar e baixar processos em primeira e segunda instâncias.

De acordo com a Ficco, o material acessado continha informações sobre medidas sigilosas em andamento contra integrantes de organizações criminosas, o que poderia comprometer investigações e operações policiais.

As apurações também apontaram que parte dos processos estava classificada de forma inadequada quanto ao nível de sigilo, circunstância que teria facilitado os acessos indevidos ao sistema.

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As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara de Juiz de Garantias da Região Metropolitana de Belém, após representação da força-tarefa. A investigação apura, em tese, os crimes de violação de sigilo funcional qualificada e corrupção passiva majorada, supostamente praticados entre novembro e dezembro de 2025.

A Ficco do Pará é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil do Pará e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e atua de forma integrada no combate às organizações criminosas no estado.