
Mirelle PinheiroColunas

Polícia descobre motivo por trás da morte de trabalhadores baianos
Segundo os investigadores, a ordem para a execução teria partido de um líder de facção criminosa escondido no Rio de Janeiro
atualizado
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A Polícia Civil da Paraíba identificou a principal motivação investigada para a chacina que terminou com a morte de quatro trabalhadores baianos na Região Metropolitana de João Pessoa: uma suposta dívida relacionada ao tráfico de drogas atribuída a apenas uma das vítimas.
Segundo os investigadores, a ordem para a execução teria partido de um líder de facção criminosa escondido no Rio de Janeiro. O suspeito apontado como mandante segue foragido.
De acordo com a polícia, a vítima apontada como alvo principal era Lucas Bispo, de 22 anos. As investigações indicam que ele teria contraído uma dívida ligada ao tráfico de drogas.
Os outros três trabalhadores mortos, porém, não teriam qualquer envolvimento com dívidas ou atividades criminosas, segundo a corporação.
As vítimas foram identificadas como Cleibson Jaques, de 31 anos, Lucas Bispo, Sidclei Silva, de 21 anos, e Gismario Santos, de 23 anos.
Os corpos foram encontrados em uma área de mata no bairro Brisamar, em João Pessoa, no início de abril.
A perícia apontou que os trabalhadores foram executados a tiros e que três deles estavam com as mãos amarradas para trás, o que reforçou a suspeita de execução promovida por integrantes de facção criminosa.
Prisões em Mato Grosso
Nessa quinta-feira (7/5), a Polícia Civil de Mato Grosso prendeu dois jovens investigados por participação na chacina.
Os suspeitos foram localizados escondidos em uma quitinete em Várzea Grande após troca de informações entre as polícias civis da Paraíba e de Mato Grosso.
Um dos investigados tem 18 anos e, segundo a polícia, participou do crime quando ainda era menor de idade. O outro também tem 18 anos e era alvo de prisão temporária.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam celulares e documentos falsos que seriam usados para dificultar a identificação dos suspeitos.
Rio de Janeiro
As investigações apontam que a execução foi determinada por um chefe de facção criminoso ligado ao tráfico de drogas e escondido no estado do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil da Paraíba, pelo menos seis pessoas já foram identificadas como participantes da execução e da ocultação dos corpos. Parte dos investigados segue foragida.
A polícia também apura a atuação da facção criminosa na região e possíveis conexões interestaduais ligadas ao tráfico e à execução dos trabalhadores.
