Mirelle Pinheiro

Polícia combate rede acusada de espalhar ataques a políticos e fake news

Segundo a polícia, os investigados utilizavam perfis no Instagram para publicar conteúdos ofensivos, difamatórios e injuriosos

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 PCMT - Foto: PCMT/DIVULGAÇÃO

A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20/5), a Operação Stop Hate para investigar grupo suspeito de praticar perseguição digital, calúnia, difamação e injúria qualificada contra autoridades públicas por meio das redes sociais.

A ação ocorre em Rondonópolis e cumpre três mandados de busca e apreensão domiciliar, além de duas medidas cautelares expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, Polo Cuiabá.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Segundo a polícia, os alvos da operação utilizavam perfis no Instagram para publicar conteúdos ofensivos, difamatórios e injuriosos contra integrantes dos poderes Executivo e Legislativo.

As apurações apontam que os ataques extrapolavam os limites da liberdade de expressão e configuravam crimes contra a honra e perseguição digital.

De acordo com a diligência policial, uma das publicações atribuía falsamente um homicídio a um secretário municipal de Rondonópolis, embora não exista qualquer investigação contra ele.

Outras postagens acusavam integrantes do Executivo municipal de corrupção sem apresentação de provas.

A polícia também identificou o uso de vídeos e imagens produzidos por inteligência artificial para ridicularizar e expor as vítimas de forma vexatória.

Em outro caso citado pela investigação, um deputado estadual foi acusado de utilizar um secretário municipal como “testa de ferro”, expressão frequentemente associada à prática de atividades ilícitas.

As investigações levaram à identificação de uma empresa ligada aos perfis utilizados para divulgar os conteúdos.

Além das buscas, a Justiça autorizou a apreensão de celulares, computadores e mídias digitais para análise pericial. Também foram impostas medidas cautelares proibindo novas publicações relacionadas às vítimas e qualquer contato entre os envolvidos.

Segundo o delegado da DRCI, Sued Dias Junior, as medidas têm como objetivo interromper a continuidade das condutas criminosas e preservar provas digitais.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e novas medidas poderão ser adotadas no decorrer da apuração.

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