Polícia apura fake news que ligou adolescente à morte do cão Orelha
O inquérito vai apurar quem divulgou a mensagem com os dados pessoais do adolescente e quem participou da disseminação das ameaças

A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para identificar o autor de uma mensagem que expôs dados pessoais de um adolescente de São Roque (SP) e o acusou falsamente de participação na morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC).
O caso ganhou repercussão nacional e desencadeou uma série de ameaças contra o jovem e sua família, que passaram a viver sob medo constante após a divulgação indevida das informações.
Segundo a família, o adolescente nunca esteve em Santa Catarina. A confusão teria ocorrido porque o nome dele é semelhante ao de um dos adolescentes investigados no caso.
Mesmo assim, mensagens com nome completo, CPF e endereço começaram a circular nas redes sociais, atribuindo ao jovem um crime que ele não cometeu.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroAs identidades dos menores não são divulgadas em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Após a falsa acusação, o adolescente passou a receber ameaças frequentes. Entre as mensagens enviadas estão frases como “vai chegar o dia dele” e “teu filho vai apodrecer no caixão”.
O inquérito vai apurar quem divulgou a mensagem com os dados pessoais do adolescente e quem participou da disseminação das ameaças.
A polícia analisa prints enviados pela família e não descarta crimes como perseguição, ameaça e até invasão de dispositivos ou contas digitais.
Cão Orelha
O caso do cão Orelha é apurado pela Polícia Civil de Santa Catarina. O animal foi encontrado gravemente ferido no início de janeiro, na Praia Brava, e morreu após agressões atribuídas a um grupo de adolescentes.
Até agora, mais de 20 testemunhas foram ouvidas, cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas e celulares de suspeitos foram apreendidos.
Um dos adolescentes inicialmente apontados como envolvido chegou a ser descartado da investigação após análise de provas que comprovaram que ele não estava no local no momento do crime.





