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Mirelle Pinheiro

Pirâmide financeira: MP prende empresários por fraude em imóvel de SC

O grupo atraía investidores e compradores prometendo altos retornos financeiros por meio de aportes destinados ao empreendimento imobiliário

29/06/2026 11:07
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MPSC/ Divulgação
Foto colorida de fachada de prédio do MPSC - Metrópoles

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (29/6), a Operação Nórcia para investigar um grupo suspeito de utilizar a construção de um edifício em São Bento do Sul (SC) para aplicar um esquema de fraude imobiliária que, segundo as investigações, apresentava características de uma pirâmide financeira.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.

A operação é conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de São Bento do Sul, com apoio do Gaeco.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o grupo atraía investidores e compradores prometendo altos retornos financeiros por meio de aportes destinados ao empreendimento imobiliário.

As investigações apontam que a obra chegou a ser iniciada, mas acabou paralisada, deixando investidores e compradores sem respostas sobre o andamento do projeto.

Enquanto isso, conforme o MP, os responsáveis continuavam ostentando um padrão de vida incompatível com a situação financeira do empreendimento.

Durante a apuração, o Gaeco identificou indícios de confusão patrimonial entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao projeto, além da suposta utilização de mecanismos de lavagem de dinheiro.

Para os investigadores, o modelo de negócio adotado apresentava características típicas de uma pirâmide financeira.

Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de veículos, a indisponibilidade de bens móveis e imóveis e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

As medidas têm como objetivo preservar patrimônio para eventual ressarcimento das vítimas.

Os equipamentos e documentos apreendidos serão encaminhados para perícia da Polícia Científica. O material será analisado pelo Gaeco para dar continuidade às investigações, que tramitam sob sigilo.

Segundo o Ministério Público, novas informações poderão ser divulgadas após a retirada do sigilo judicial.