Mirelle Pinheiro

PF: servidor é investigado por receber propina para favorecer empresas

A operação da PF mobilizou 157 policiais federais e cinco auditores da CGU, que cumpriram 43 mandados de busca e apreensão

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Viatura da policia federal - Agente da Policia Federal
1 de 1 Viatura da policia federal - Agente da Policia Federal - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) no Espírito Santo, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e cooperação técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES), deflagrou nesta quinta-feira (13/2) a Operação Anomia, que investiga um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos na área da saúde.

A operação mobilizou 157 policiais federais e cinco auditores da CGU, que cumpriram 43 mandados de busca e apreensão em Vila Velha, Vitória e Cariacica (ES), além de ações no Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Além disso, foram bloqueados bens e valores até o montante de R$ 3,84 milhões.

As investigações começaram em 2024, quando a Polícia Federal, no âmbito da Operação Manuscrito, identificou diálogos suspeitos entre um servidor público da área da saúde e empresários do setor de materiais hospitalares e medicamentos.

O aprofundamento das investigações revelou um esquema de pagamento de propinas na ordem de 10% dos valores empenhados, em troca de favorecimento em licitações direcionadas; contratações irregulares e superfaturadas; e uso indevido da central de abastecimento farmacêutico do hospital público como estoque particular dos empresários.

Segundo a PF, os empresários envolvidos utilizavam a estrutura do hospital para retirar materiais e revendê-los a outros clientes, operando como se o hospital fosse uma extensão de seus estoques privados.

Corrupção

O nome da operação, “Anomia”, faz referência a um estado de desregulação social, no qual as leis são ignoradas ou substituídas por normas informais criadas pelos próprios envolvidos. O cenário descoberto pelas investigações apontou um desrespeito sistemático às normas públicas, em que servidores e empresários desviavam dinheiro da saúde pública para benefício próprio.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações, peculato e associação criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?