
Mirelle PinheiroColunas

Saiba quem está na linha de frente da trégua histórica entre PCC e CV
PCC e CV se unem para pressionar o governo, enquanto advogados ligados às facções articulam ofensiva jurídica contra regime penitenciário
atualizado
Compartilhar notícia

Os líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) estão unindo forças para enfrentar o Sistema Penitenciário Federal (SPF). Segundo a apuração da coluna, a linha de frente dessa “guerra ao terror” contra as restrições impostas aos detentos é conduzida pelo setor jurídico das facções.
A principal reivindicação dos grupos criminosos diz respeito à proibição de visitas íntimas nas penitenciárias federais, uma medida adotada devido à periculosidade extrema dos detentos.
Historicamente, PCC e CV são as duas maiores facções criminosas do Brasil, elas exercem domínio sobre o tráfico de drogas e promovem mortes violentas tanto dentro quanto fora dos presídios.
Advogados
Informações obtidas pela coluna, indicam que os advogados que prestam suporte jurídico aos faccionados estariam presentes na audiência da defesa do chileno Mauricio Hernández Norambuena na Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica. Mauricio é representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
Hernández foi quem orquestrou o sequestro do publicitário Washington Olivetto, ocorrido em São Paulo, em 2001. Além disso, foi mentor de criminosos de alto escalão, como Fernandinho Beira-Mar e Marcola, enquanto esteve encarcerado.
Outro ponto de atenção das autoridades é a ligação do setor jurídico das facções com a ONG Pacto Social Carcerário São Paulo, alvo da Operação Scream Fake, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo no último mês.












