PF mira grupo que fraudou R$ 424 mil da Caixa com identidades falsas.
A ação da PF é realizada em conjunto com o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Geaco)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16/7), a Operação Versão Brasileira para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar a Caixa Econômica Federal por meio da abertura de contas com documentos falsos e da contratação de empréstimos em nome de terceiros. Segundo as investigações, o prejuízo causado à instituição financeira ultrapassa R$ 424 mil.
A ação é realizada em conjunto com o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Geaco) do Ministério Público da Bahia, com apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa.
Por determinação da 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia, policiais cumprem um mandado de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão em Salvador.
As investigações apontam que o grupo utilizava documentos falsificados e identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa. A partir delas, os investigados contratavam empréstimos consignados de forma fraudulenta em nome das vítimas.
Até o momento, a Polícia Federal identificou pelo menos cinco contas bancárias abertas com documentação falsa e utilizadas para a obtenção dos empréstimos irregulares.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroSegundo a PF, parte dos recursos obtidos com as fraudes foi convertida em moeda estrangeira por meio de corretoras de câmbio, movimentação que levantou suspeitas de lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional.
A investigação também identificou integrantes responsáveis por diferentes etapas do esquema, incluindo a utilização de identidades falsas, a movimentação das contas bancárias e a ocultação dos valores obtidos ilicitamente.
Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.





