Mirelle Pinheiro

PF investiga rede de ódio contra LGBTQIA+ com milhões de acessos

Durante a ação, foram apreendidos diversos celulares, que serão submetidos à perícia

atualizado

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PF investiga rede de ódio contra LGBTQIA+ com milhões de acessos
1 de 1 PF investiga rede de ódio contra LGBTQIA+ com milhões de acessos - Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (10/2), a Operação Recalque para apurar a prática dos crimes de racismo e associação criminosa pela internet, após a identificação de um jovem suspeito de disseminar discurso de ódio contra a comunidade LGBTQIA+ em redes sociais.

Policiais federais da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (Deleciber) cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, de 24 anos, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Durante a ação, foram apreendidos diversos celulares, que serão submetidos à perícia.

Segundo a PF, as investigações começaram após a detecção de uma circulação recente e massiva de publicações com conteúdo preconceituoso, produzidas pelo investigado e amplamente compartilhadas em plataformas digitais. As postagens alcançaram mais de 3 milhões de visualizações.

Ainda de acordo com os investigadores, o suspeito mantinha um perfil com mais de 56 mil seguidores, que foi bloqueado após a instauração do inquérito.

Mesmo assim, ele teria criado uma nova conta e passado a repetir as mesmas condutas, continuando a incentivar ataques e ofensas contra pessoas LGBTQIA+.

A Polícia Federal também apura a existência de uma rede articulada para ampliar a propagação das publicações, o que pode caracterizar associação criminosa.

Desde 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), homofobia e transfobia são equiparadas ao crime de racismo, sendo infrações inafiançáveis e imprescritíveis.

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