
Mirelle PinheiroColunas

PF investiga hacker que invadiu site de universidade com foto do Lula
O hacker, investigado pela PF, chegou a ironizar a fragilidade da rede, afirmando que administradores usavam senhas básicas
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (9/9), a Operação Hackback, para investigar ataques cibernéticos contra a Universidade Federal do Piauí (UFPI). Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São João do Piauí (PI), Formosa (GO), Santo André (SP) e Parauapebas (PA).
As apurações começaram após denúncias da própria Reitoria da UFPI, que relatou duas invasões em 2024. O primeiro caso ocorreu em 8 de maio de 2024, quando o site oficial da instituição amanheceu alterado.
A página inicial exibia uma foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fazendo um “L” com a mão, acompanhada de xingamentos e críticas direcionadas a estudantes.
O episódio ocorreu um dia após um grupo de universitários ocupar a reitoria em protesto por melhorias na infraestrutura e na segurança do campus de Teresina. Além da provocação política, os invasores ironizaram a fragilidade da rede, afirmando que administradores usavam senhas básicas, com sequências numéricas simples.
No segundo incidente, em junho do mesmo ano, novos registros de invasão foram identificados. Mais recentemente, a universidade relatou instabilidades em seus sistemas provocadas por um script malicioso, que acabou isolado pela equipe técnica.
Na época dos ataques, a UFPI retirou o site do ar e informou que reuniria dados para colaborar com as investigações. Em julho deste ano, a instituição anunciou a aquisição de um novo servidor de R$ 1,5 milhão, com previsão de entrega ainda neste semestre, para reforçar a segurança digital.
Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes previstos na Lei de Crimes Cibernéticos, como invasão de dispositivo informático, além de possíveis danos à imagem institucional.
