Mirelle Pinheiro

PF investiga clubes de tiro por uso ilegal de dados de policiais

Segundo a PF, administrador é suspeito de usar nomes de policiais sem autorização para validar cursos e movimentar armas e munições

atualizado

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PF/Divulgação
Polícia Federal faz operação contra desvio de munições
1 de 1 Polícia Federal faz operação contra desvio de munições - Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (26/3) a Operação Polivalente, com o objetivo de desarticular um esquema de fraude em clubes de tiro e comércio ilegal de armas de fogo no Sul Fluminense (RJ). A ação contou com o apoio do Exército Brasileiro e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão nos municípios de Barra do Piraí e Valença.

As investigações tiveram início após a fiscalização de um curso de capacitação técnica para posse de arma de fogo, voltado a integrantes da Guarda Municipal de Resende. Durante a inspeção, um instrutor de tiro foi flagrado utilizando armas que não lhe pertenciam, além de alegar falsamente que os candidatos eram filiados ao clube de tiro onde os testes ocorriam — o que foi negado por todos os avaliados.

Para tentar comprovar a filiação, o instrutor apresentou documentos com datas anteriores aos testes. No entanto, a documentação teria sido emitida depois dos exames e assinada pelo administrador dos clubes, o que levantou a suspeita de falsidade ideológica e uso de documentos falsos.

Durante as apurações, a Polícia Federal descobriu outras irregularidades envolvendo o mesmo administrador, responsável pelos dois clubes investigados e por uma loja de venda de armamentos dentro do clube de Barra do Piraí. Ele também possui autorização para atuar como armeiro, realizar manutenção de armas de terceiros e atuar como vigilante em uma empresa de segurança privada vinculada.

A PF apurou ainda que o investigado teria utilizado dados pessoais de agentes de segurança pública sem o conhecimento deles, com o intuito de movimentar a compra de munições, armamentos e insumos. O esquema provocava falhas nos registros e controle de venda de armas na região.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de arma de fogo, com penas que podem ultrapassar 17 anos de prisão.

 

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