PF faz operação para investigar ameaças à deputada federal Talíria Petrone
Durante a ação policial, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no município de Teresópolis (RJ)

Nesta terça-feira (3/11), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para investigar crimes de ameaça, injúria racial, racismo e violência política praticados por meio da internet contra a deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) (foto em destaque) e seus familiares.
A investigação teve início em agosto de 2026, após Talíria receber, por meio das redes sociais, mensagens contendo ameaças de morte e ataques de cunho racista e misógino direcionados à ela e à sua família. Ela também teve dados pessoais divulgados sem autorização.
No decorrer das investigações, a PF identificou um suspeito em Teresópolis (RJ). Batizada de Operação Mahin, a ação foi deflagrada nesta terça (3), quando os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão no município, expedido pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal.
A PF informou que as diligências buscam reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias dos fatos e aprofundar a apuração das condutas investigadas.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroAs ameaças
Em 6 de agosto deste ano, a deputada, que já havia sido ameaçada anteriormente, foi alvo de novas intimidações. Talíria recebeu, por e-mail, ameaças de morte e de estupro.
A mensagem também divulgava endereços e dados pessoais da parlamentar e de familiares, além de ameaçar a segurança dos filhos dela. Essa foi a terceira vez, em menos de um ano, que a deputada do Psol foi alvo de graves ameaças.
À época, o caso foi encaminhado à Polícia Federal e à Polícia Legislativa. A denúncia também foi comunicada ao Ministério Público Federal (MPF), ao Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em razão do contexto eleitoral de 2026.


