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Mirelle Pinheiro

PF faz operação para investigar ameaças à deputada federal Talíria Petrone

Durante a ação policial, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no município de Teresópolis (RJ)

03/11/2026 11:09, atualizado 03/11/2026 11:54
Divulgação/Psol
PF faz operação para investigar ameaças à deputada federal Talíria Petrone

Nesta terça-feira (3/11), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para investigar crimes de ameaça, injúria racial, racismo e violência política praticados por meio da internet contra a deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) (foto em destaque) e seus familiares.

A investigação teve início em agosto de 2026, após Talíria receber, por meio das redes sociais, mensagens contendo ameaças de morte e ataques de cunho racista e misógino direcionados à ela e à sua família. Ela também teve dados pessoais divulgados sem autorização. 

No decorrer das investigações, a PF identificou um suspeito em Teresópolis (RJ). Batizada de Operação Mahin, a ação foi deflagrada nesta terça (3), quando os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão no município, expedido pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal.

A PF informou que as diligências buscam reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias dos fatos e aprofundar a apuração das condutas investigadas.

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As ameaças

Em 6 de agosto deste ano, a deputada, que já havia sido ameaçada anteriormente, foi alvo de novas intimidações. Talíria recebeu, por e-mail, ameaças de morte e de estupro.

A mensagem também divulgava endereços e dados pessoais da parlamentar e de familiares, além de ameaçar a segurança dos filhos dela. Essa foi a terceira vez, em menos de um ano, que a deputada do Psol foi alvo de graves ameaças.

À época, o caso foi encaminhado à Polícia Federal e à Polícia Legislativa. A denúncia também foi comunicada ao Ministério Público Federal (MPF), ao Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em razão do contexto eleitoral de 2026.