MP mira fraude em sistema para ocultar mandado de prisão contra estuprador
Foram identificados indícios de alteração de dados no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. MPSC faz operação nesta terça (3/11)

Uma operação foi deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), na manhã desta terça-feira (3/11), para investigar a possível participação de investigados na alteração fraudulenta de informações do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), com o objetivo de ocultar um mandado de prisão contra um homem condenado por estupro.
A ação policial, batizada de Operação “Crackers”, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Joinville e Penha, expedidos pela Vara Regional de Garantias de Joinville. Também foi cumprido um mandado de prisão em Penha contra o condenado por estupro de vulnerável.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a investigação é um desdobramento da Operação “Cavalo de Tróia”, que apurava a entrada de relógios inteligentes, conhecidos como smartwatches, em uma unidade prisional.
No decorrer das diligências, foram identificados indícios de que um dos investigados teria intermediado uma negociação destinada a alterar registros no BNMP para ocultar o mandado de prisão pendente.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroOs elementos reunidos apontam que a negociação teria envolvido o próprio condenado e outra pessoa, que seria responsável pela alteração dos dados. O objetivo seria impedir que consultas ao sistema pelo nome do foragido apontassem a existência da ordem de prisão.
A operação contou com o apoio do 8º Batalhão de Polícia Militar e do 1º Batalhão de Pronta Resposta da Polícia Militar. O Sistema Estadual de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) acompanhou a operação.
Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica para perícia, e os elementos serão analisados pelo Gaeco para esclarecer a dinâmica dos fatos, individualizar as condutas e identificar outros possíveis envolvidos. A investigação tramita sob sigilo.


