Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

MP mira fraude em sistema para ocultar mandado de prisão contra estuprador

Foram identificados indícios de alteração de dados no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. MPSC faz operação nesta terça (3/11)

03/11/2026 09:35, atualizado 03/11/2026 09:40
Divulgação/MPSC
MP mira fraude em sistema para ocultar mandado de prisão contra estuprador

Uma operação foi deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), na manhã desta terça-feira (3/11), para investigar a possível participação de investigados na alteração fraudulenta de informações do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), com o objetivo de ocultar um mandado de prisão contra um homem condenado por estupro.

A ação policial, batizada de Operação “Crackers”, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Joinville e Penha, expedidos pela Vara Regional de Garantias de Joinville. Também foi cumprido um mandado de prisão em Penha contra o condenado por estupro de vulnerável.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a investigação é um desdobramento da Operação “Cavalo de Tróia”, que apurava a entrada de relógios inteligentes, conhecidos como smartwatches, em uma unidade prisional.

No decorrer das diligências, foram identificados indícios de que um dos investigados teria intermediado uma negociação destinada a alterar registros no BNMP para ocultar o mandado de prisão pendente.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro

Os elementos reunidos apontam que a negociação teria envolvido o próprio condenado e outra pessoa, que seria responsável pela alteração dos dados. O objetivo seria impedir que consultas ao sistema pelo nome do foragido apontassem a existência da ordem de prisão.

A operação contou com o apoio do 8º Batalhão de Polícia Militar e do 1º Batalhão de Pronta Resposta da Polícia Militar. O Sistema Estadual de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) acompanhou a operação.

Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica para perícia, e os elementos serão analisados pelo Gaeco para esclarecer a dinâmica dos fatos, individualizar as condutas e identificar outros possíveis envolvidos. A investigação tramita sob sigilo.