
Mirelle PinheiroColunas

PF faz operação após cocaína ser encontrada em navio na França
As investigações começaram após autoridades da França apreenderem, em 26 de maio de 2022, 124 quilos de cocaína
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (10/3), a Operação Costeau, que investiga esquema de tráfico transnacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa ligado ao envio de cocaína do Brasil para a Europa.
As investigações começaram após autoridades da França apreenderem, em 26 de maio de 2022, 124 quilos de cocaína escondidos no compartimento conhecido como seachest do navio Great Sea.
A embarcação havia passado anteriormente pelo Porto de Santos, apontado pelos investigadores como o provável local em que a droga foi inserida.
Durante as apurações conduzidas pelas autoridades francesas, foram identificados possíveis integrantes da logística do esquema criminoso, entre eles cidadãos brasileiros.
A partir da cooperação jurídica internacional entre os dois países, o Brasil recebeu acesso aos elementos de prova reunidos na investigação francesa, conhecidos como “Dossiê Origami”.
Segundo os documentos compartilhados, os fatos investigados teriam origem no território brasileiro, com a inserção da droga na embarcação ainda no Porto de Santos.
Com base nessas informações, a Polícia Federal instaurou, em 2025, inquérito policial para apurar o tráfico internacional de drogas.
Ao longo das investigações, foram realizadas diversas diligências, incluindo a análise do material encaminhado pelas autoridades francesas.
A PF também solicitou o afastamento do sigilo de dados telemáticos dos investigados, medida autorizada pela Justiça e que permitiu o avanço das apurações.
No âmbito da operação, são cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Santos e Valinhos, além de três mandados de prisão temporária. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos.
Costeau
O nome da operação faz referência ao pesquisador francês Jacques-Yves Cousteau, conhecido mundialmente por suas explorações do ambiente marinho.
Segundo a PF, a escolha simboliza a cooperação entre autoridades brasileiras e francesas para esclarecer o esquema de ocultação de cocaína no compartimento subaquático da embarcação.
