Mirelle Pinheiro

PF desmonta fraude da “bomba baixa” e gasolina adulterada em 50 postos

Para a PF, o esquema era o “motor” de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do crime organizado

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/PF
Foto colorida de policial federal de colete
1 de 1 Foto colorida de policial federal de colete - Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) concluiu as investigações sobre um esquema sistemático de fraudes contra consumidores em dezenas de postos de combustíveis de Curitiba (PR) e da região metropolitana.

O inquérito é um desdobramento da Operação Tank e teve como foco a comprovação das irregularidades e a identificação dos responsáveis por uma rede de postos controlada por uma organização criminosa.

Perícias realizadas em 50 estabelecimentos confirmaram a existência de duas modalidades principais de fraude utilizadas pelo grupo para lesar consumidores.

A apuração também identificou ligação direta do esquema com o crime organizado e com práticas de lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, as fraudes nos postos funcionavam como a principal fonte de recursos para um sistema financeiro paralelo que movimentou bilhões de reais.

O dinheiro obtido era ocultado por meio de empresas de fachada e do uso de “laranjas”, com o objetivo de dissimular a origem ilícita dos valores.

“Bomba baixa”

A primeira é a chamada fraude metrológica, conhecida como “bomba baixa”. De acordo com a PF, os postos utilizavam o chamado “Sistema Flex”, um dispositivo eletrônico que permitia a manipulação remota das bombas por meio de um aplicativo de celular.

Os testes apontaram que os equipamentos forneciam volumes inferiores aos registrados no visor, com diferenças que chegaram a 8,3% a menos do que o indicado — índice muito acima do limite permitido pela legislação.

A segunda irregularidade identificada foi a adulteração de combustível. Análises laboratoriais revelaram que a gasolina comum comercializada em alguns postos continha até 79% de etanol, desrespeitando o limite legal de 27%, com variação máxima de 1%. Segundo a Polícia Federal, além de configurar crime, a prática pode causar danos mecânicos aos veículos e elevava de forma artificial os lucros da organização.

Ao fim da investigação, oito pessoas foram indiciadas. Elas são apontadas como integrantes do núcleo de comando e gestão da rede de postos, descrito pelos investigadores como a “diretoria” do esquema criminoso.

Os suspeitos responderão por crimes contra a ordem econômica, pela aquisição e revenda de combustíveis em desacordo com as normas legais, com indícios de prática reiterada em pelo menos 21 ocasiões.

Também foram indiciados por estelionato, pelo uso de artifícios fraudulentos para induzir consumidores ao erro, com indicativo de ao menos 23 ocorrências. Somadas, as penas podem chegar a até 40 anos de reclusão para cada investigado.

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